segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mídia e música em tempos de internet



Organizado por Jeder Janotti Jr., idealizador do projeto, Victor de Almeida Pires e Tatiana Lima,o livro Dez anos a mil: Mídia e Música Popular Massiva em Tempos de Internet aborda discussões em torno da música massiva e, para isso, pesquisadores de várias partes do Brasil assinam nove artigos organizados em duas partes.

É uma leitura que deve interessar todos aqueles que acompanham as mudanças ocorridas no cenário musical atual. O e-book foi inspirado nas transformações que mudaram o consumo e a produção musical na primeira década dos anos 2000, por isso ele é gratuito, em diversos formatos e procura fazer valer as últimas possibilidades de interação acadêmica e profissional propiciadas pela rede.

Confira o conteúdo do livro:

Parte 01 - Músicos, cenas e indústria da música

Entre os afetos e os mercados culturais: as cenas musicais como formas de
mediatização dos consumos musicais
Jeder Janotti Junior
Victor de Almeida Nobre Pires


Tendências da indústria da música no início do século XXI
Micael Herschmann
Marcelo Kischinhevsky


Michael Jackson e o thriller das majors: trajetória e morte de um
modelo
Tatiana Lima


Cinco incertezas sobre Lady Gaga
Thiago Soares


O negócio da música – como os gêneros musicais articulam estratégias de
comunicação para o consumo cultural
Nadja Vladi


Parte 02 - Práticas de consumo musical

Práticas de escuta e cultura de audição
Jorge Cardoso Filho


Discografias – mediações musicais em uma discoteca coletiva
Jefferson Chagas
Simone Pereira de Sá


Critérios de qualidade na música popular: o caso do samba brasileiro
Felipe Trotta


Por uma função jornalísticas nos blogs de MP3 - download e crítica
ressignificados na cadeia produtiva da música
Bruno Nogueira



O livro está disponível em três versões eletrônicas: como e-book (PDF), para tablets (ePub) e para Kindle (mobi), disponíveis para download gratuito no endereço www.dezanosamil.com.br.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Atividades Musicais - Timbre





Timbre é a característica sonora que nos permite distinguir se sons de mesma frequência foram produzidos por fontes sonoras conhecidas  nos permitindo diferenciá-las.

Quando ouvimos, por exemplo uma nota tocada por um piano e a mesma nota (uma nota com a mesma altura) produzida por um violino, podemos imediatamente identificar os dois sons como tendo a mesma freqüência, mas com características sonoras muito distintas. De forma simplificada podemos considerar que o timbre é como a impressão digital sonora de um instrumento ou a qualidade de vibração vocal. Muitos chamam essa propriedade como a Cor do Som.

Fundamentação física do timbre

Embora este fenômeno seja conhecido há séculos, somente há algumas décadas, com o advento da eletrônica foi possível compreendê-lo com mais precisão.

O Lá central do piano possui a freqüência de 440Hz. A mesma nota produzida por um violino possui a mesma freqüência. Uma das formas do ouvido diferenciar os dois sons e identificar sua fonte é a forma da onda.

Forma de onda
Quando qualquer objeto capaz de produzir sons entra em vibração, uma série de ondas senoidais é produzida. Além da frequência fundamental, que define a nota, várias freqüências harmônicas também soam.

 O primeiro harmônico de qualquer nota tem o dobro de sua freqüência; o segundo harmônico tem o triplo de sua freqüência e assim por diante. Qualquer corpo em vibração produz dezenas de freqüências harmônicas que soam simultaneamente à nota fundamental. No entanto o ouvido humano não é capaz de ouvir os harmônicos com frequência superior a 20000Hz. Além disso, devido às características de cada instrumento ou da forma como a nota foi obtida, alguns dos harmônicos menores e audíveis possuem amplitude diferente de um instrumento para outro.

Se somarmos a amplitude da freqüência fundamental às amplitudes dos harmônicos, a forma de onda resultante não é mais senoidal, mas sim uma onda irregular cheia de cristas e vales. Como a combinação exata de amplitudes depende das características de cada instrumento, suas formas de onda também são muito distintas entre si. Mesmo uma única corda pode vibrar em vários harmônicos simultaneamente. O timbre do instrumento é a soma destes harmônicos em conjunto com as características da caixa acústica do instrumento.Veja os exemplos abaixo:

Ondas sonoras de mesma frequência e diferentes timbres produzidas por diversas fontes



Abaixo, veremos alguns exemplos de atividades que utilizam a propriedade timbre:

Atividade 1:
Seguir comandos de acordo com o timbre do instrumento tocado. Quando ouvir o tambor, parar como estátua, quando ouvir o agogô correr, e quando ouvir o triângulo andar na ponta dos pés.
Objetivos Específicos: Trabalhar a marcha, alguns movimentos corporais e a concentração.

Atividade 2:
Colocar as crianças sentadas em círculo, uma sentada no centro da roda com os olhos vendados tentará reconhecer a voz de quem está falando ou cantando, acertando então o nome do colega, este então irá para o centro da roda.
Objetivos Específicos: Trabalhar a percepção auditiva, a atenção e a sociabilização.

Atividade 3:
 Colocar dentro de um saco grande, instrumentos e objetos que produzam som. Manipular os objetos e os instrumentos sem serem vistos pelas crianças.Elas deverão identificar o som dos mesmos pelo seu timbre.
Objetivos Específicos: Percepção auditiva e sociabilização.

Atividade 4:
O grupo será dividido em duplas, onde a dupla escolherá um instrumento específico e fará através de expressão corporal, como é tocado este instrumento, enquanto os outros grupos tentarão identificar o instrumento e produzir o som que o mesmo faz.
Objetivos Específicos: Trabalhar a coordenação motora, a criatividade e a percepção auditiva e visual.


Atividade 5: 
Ouvir diferentes sons e identificar a fonte sonora. Utilizar o CD de sons. (Baixe o Cd com vários sons)
A identificação poderá ser feita falando a fonte, ou através da indicaçãode figuras. (sugestões de figuras abaixo)
Objetivos Específicos: A atenção, memória e discriminação auditiva.


Clique nas imagens para visualizar e  imprimir em tamanho maior.







Com esta postagem, fechamos as atividades que envolvem as quatro propriedades do som.

Bom trabalho!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Profissão: Músico




Estamos vivendo a revolução dos computadores, da internet e dos meios de comunicação em massa. O acesso a informação nunca esteve tão abundante e fácil.

Há não muitos anos atrás, quando queríamos conhecer melhor um artista, tínhamos que comprar o disco, ou pedir para um amigo gravar para nós (em fitas cassetes). Hoje, basta realizar uma busca na internet para encontrarmos o disco e fazer o download, não só do disco que queremos, mas até da discografia inteira.

Se por um lado todas essas facilidades nos oferecem maior acesso aos artistas,  para os profissionais envolvidos representa uma crise a ser resolvida.

Mas afinal, as crises são sempre negativas?

Se analisada em sua origem, (do grego krisis), crise significa um momento de decisão que pode tornar a vida de uma pessoas muito melhor. Em outras palavras, enquanto alguns vêem problemas, outros enxergam possibilidades.

Para os músicos profissionais, a "crise" que envolve o mercado musical exigem mudanças significativas na maneira de conduzir a carreira, sobrevivendo assim o músico que melhor se adaptar as mudanças impostas.

É neste cenário que o documentário Profissão: Músico foi produzido. Selecionado para o festival de Verão RS de cinema de 2010, o filme foi produzido pelo projeto CCOMA e pelo cineasta colombiano Daniel Vargas entre outubro de 2009 e dezembro de 2010.
Projeto CCOMA: Roberto Scopel e Swami Sagara

Com imagens realizadas no Brasil, Uruguai, Colômbia, Alemanha e Grécia, o documentário conta com depoimentos de músicos de rua da França e Inglaterra, Djs como Anderson Noise e Ravin, músicos como Edgar Scandurra, Fernando Catatau, Naná Vasconcelos e Pedra Branca.

"Agora, não basta só tocar. A profissão de músico mudou muito nos últimos anos. A internet trouxe o artista para perto do público e vice-versa, não importando mais se este músico vive em Londres ou no interior das montanhas do Sul do Brasil".



Assista o filme: 



Para saber mais mais sobre o Projeto CCOMA e o documentário acesse:


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Atividades Musicais - Duração






Duração é o tempo de produção de um som, ou seja, é a propriedade do som ser mais breve ou mais longo.

A amostragem de uma onda sonora de uma nota curta ou longa a princípio não apresenta diferença alguma, apenas o tempo de sua execução difere.

Existem instrumentos com características que propiciam a execução de notas longas com facilidade, como o violino e outros instrumentos de arco, já no caso do violão, as durações não devem ser muito grandes, pois, uma vez tocada a nota, ela atinge o seu ponto máximo de sonoridade imediatamente, perdendo em seguida sua amplitude, até o som ficar inaudível, embora ainda possamos perceber a corda vibrando. As durações das notas musicais são grafadas através das figuras musicais.




Andamento

 A relação do andamento com as figuras de notas apresentadas acima, diz respeito à velocidade da execução.

A velocidade empregada, medida pelo metrônomo, pode ser indicada pelo número de batidas por minuto e/ou por termos italianos, sendo que cada palavra representa o número aproximado das batidas.



 Abaixo, veremos alguns exemplos de atividades que utilizam a propriedade duração:

Atividade 1:
Tocar no teclado notas curtas “stacatos” e notas longas. Ao ouvir os stacatos as crianças deverão saltar acompanhando o som; com as notas longas parar e espreguiçar alongando o corpo.
Objetivos Específicos: Trabalhar a movimentação dos membros inferiores e superiores, a propriocepção e a atenção.

Atividade 2:
Tocar uma música variando o andamento. As crianças deverão correr e andar de acordo com o andamento da mesma.
Objetivo Específico: Treinar a marcha, a espacialidade e a atenção.


Atividade 3:
Distribuir folhas e lápis coloridos e orientar as crianças para fazerem desenhos “livres”quando ouvirem um som longo ou um som curto sendo tocado no teclado ou flauta.
Objetivos Específicos: Trabalhar a atenção, a percepção espacial e a criatividade.


Atividade 4:
Demarcar a sala com uma linha, identificando um som longo e um som curto. A linha maior: som longo, e a menor: som curto. As crianças deverão identificar o som curto ou o som longo que será tocado no teclado e escolherá uma das linhas para caminhar em cima.
Objetivos Específicos: Trabalhar a própriocepção, o equilíbrio e a marcha.

Atividade 5:
A criança ouvirá sons de vários animais (baixe aqui cd com sons diversos) e irá identificar qual destes animais têm um som longo ou curto, exemplo: o mugido da vaca, o piado do pintinho, etc.,tentando assim, imitar o som dos respectivos animais a serem apresentados, os que fazem o som longo e o som curto. Pode-se utilizar os outros sons contidos no Cd.
Objetivo Específico: Percepção auditiva, criatividade e atenção.

Lembramos que as atividades propostas são sugestões e  podem ser ampliadas e modificadas, de acordo com o objetivo e faixa etária. 

Em uma próxima postagem veremos a última propriedade: Timbre

Bom trabalho!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Paisagem Sonora




No último sábado, dia 30 de Abril, participei da X Semana de Musicoterapia da FMU, SP. O evento contou com quatro palestras intercaladas com apresentações musicais.

A primeira palestrante foi a professora Marisa Trench de Oliveira Fonterrada, colaboradora do compositor e musicólogo canadense Murray Schafer, com o qual tem participando de muitos trabalhos no Brasil, no Canadá e em Portugal.  Na palestra que inaugurou o encontro, Fonterrada tratou de um tema interessante: Paisagem Sonora.

Paisagem sonora, ou soundscape é definida por Schafer (1979) como todo ambiente acústico, qualquer que seja sua natureza. É importante ressaltar que a paisagem sonora está em constante transformação. No curso da história, verifica-se que ela vem se tornando progressivamente mais barulhenta. Isto se deve, em grande parte, à maior quantidade de objetos produtores, transmissores e amplificadores de som.

Timbres característicos, fenômenos como a chamada terça nordestina, maneiras próprias de entoar a voz, tudo isso é responsável por sonoridades locais, que se mesclam com outros sons, ruídos, falas, fazendo surgir verdadeiras paisagens sonoras.

Soundscapes e Poluição Sonora

Na década de 1970 Murray  Schafer era docente em um curso de comunicação, e dava aulas em uma disciplina  que tratava de som e ambiente. Até então, essa disciplina estivera exclusivamente a  cargo de advogados e médicos convidados. Os primeiros traziam subsídios legais para  tratar da questão da poluição sonora e os segundos abordavam os danos à saúde  provocados pelo excesso de ruído.

Murray Schafer
Os alunos não se interessavam pela maneira como  o curso era conduzido e protestavam, achando que essas questões estavam muito  distantes de sua vida e de seus valores. 

Desse modo, quando Schafer chegou, logo de início teve de enfrentar um ambiente carregado e, mesmo, hostil. Mas ele tinha idéias peculiares a respeito de como conduzir a disciplina. Por  ser compositor, seu interesse pelo som era ativo e não passivo ou, dizendo de outro  modo, era positivo e não negativo. Não acreditava que, com regras, leis e proibições,  fosse possível atacar a problemática do excesso de ruído ambiental e da poluição  sonora. 

Para ele, era preciso aperfeiçoar os modos de apreensão do som, valorizar sua  importância, nem sempre adequadamente percebida, e conscientizar as pessoas a  respeito do som ambiental, tornando-as cúmplices no processo de construir um  ambiente sonoro adequado a elas e à comunidade na qual viviam. Ao iniciar suas  aulas, Schafer trabalhou com esse objetivo, procurando desenvolver com a classe a consciência a respeito do ambiente sonoro, para que a problemática que o envolve aflorasse, a partir da experiência dos próprios alunos.

Assista abaixo um vídeo com uma composição de Schafer baseado nas idéias de Soundscape. Você notará a presença de muitas sonoridades, inclusive ruídos:




Para concluir a postagem, deixo  dois exercícios simples  que encontram-se no livro "Hacia uma Educacion Sonora", de Murray Schafer, o qual conta com 100 exercícios de audição e produção sonora (aqui os exercícios 1 e 2 do livro):

Exercício 1: Anote todos os sons que escuta. Tome alguns minutos para essa tarefa. Se a atividade for realizada em grupo, ler todas as listas em voz alta. Possivelmente as listas serão diferentes, já que cada escuta é muito pessoal. Este simples exercício pode ser feito em qualquer lugar e por qualquer pessoa. Sugere-se experimentar a atividade em momentos diferentes, a fim de desenvolver o hábito da escuta.

Exercício 2: Agora dividiremos a lista de várias maneiras: Começamos escrevendo as letras N, H e T a cada som, dependendo da fonte sonora: N -natureza; H - humano; T - tecnológico, produzido por máquina. Qual som predomina destas categorias?

Agora coloque uma cruz junto a cada som que foi produzido por você mesmo. A maior parte dos sons foi produzido por você ou por outros? 

Alguns sons continuaram incessantemente durante todo o período de escuta, outros se repetiram, soando mais de uma vez, e outros se escutaram apenas uma vez. Marque C para os sons que continuaram, R, para os repetitivos e U para os sons únicos. Qual a prevalência? Ainda, é possível que um som esteve continuamente soando e você só se deu conta quando a pergunta foi feita? 

Em outras postagens, colocaremos mais exercícios. Boa escuta!

Referências


Schafer, R. Murray. Hacia una Educacion Sonora. Buenos Aires: Pedagogia Musicales Abiertas, 1994
 


segunda-feira, 25 de abril de 2011

The Music Never Stopped - Filme destaca o trabalho do musicoterapeuta






O novo filme baseado  em um estudo de caso do Dr. Oliver Sacks ressalta a importância da musicoterapia na reabilitação de danos neurológicos. Utilizando-se do repertório do paciente, no caso bandas de rock como Beatles e Grateful Dead, a musicoterapeuta  mostra que o processo musicoterapêutico pode alcançar onde nada mais alcança.

Dirigido por Jim Kohlberg, " The Music Never Stopped" (A Música Nunca Parou), narra a viagem de um pai que ao saber que seu filho Gabriel sofre de uma grave lesão cerebral, parte em busca de um vínculo à muito perdido. A música é a ponte entre o abismo que separa as gerações da década de 1960.


Em 1967, depois que seu pai Henry Sawyer (JK Simmons) o proíbe de ir ver um concerto do Grateful Dead, Gabriel Sawyer (Lou Taylor Pucci) foge de casa.

Quase 20 anos depois Henry, um engenheiro certinho e amante de Big Bands, fica chocado ao saber que seu filho “alienado” requer uma complexa cirurgia para remover um tumor cerebral.

Após a operação, a extensão do dano deixado pelo tumor é claro: o tumor danificou a parte do cérebro que facilita a criação de novas memórias.

Para Gabriel, passado, presente e futuro tornam-se indistinguíveis. Ele vive fixado na época da guerra do Vietnã, viagens de ácido e música psicodélica. Determinado a não deixar seu filho novamente escapar entre os dedos, Henry e sua esposa Helen (Cara Seymour) decidem lutar para que a comunicação com Gabriel, que mal consegue se comunicar, não se perca. Insatisfeitos com a falta de progressos nos tratamentos do filho, Henry faz sua própria investigação sobre lesões cerebrais, o que o leva à doutora Dianne Daly (Julia Ormond), musicoterapeuta que, através dos seus métodos, tem apresentado progressos significativos com vítimas de tumores cerebrais.

Julia vive uma musicoterapeuta
Diane percebe que Gabriel é mais sensível às músicas do repertório  roqueiro como The Beatles, Bob Dylan, e particularmente o Grateful Dead e passa a usá-las em terapia. O efeito é notável e ele começa a ser capaz de conversar e se expressar. Henry, que detesta rock and roll, está determinado a criar novas memórias e salvar seu relacionamento com o filho. Começa então a sua peregrinação através das bandas dos anos sessenta.

Veja o trailer do filme:



Ficaremos no aguardo da estréia do filme no Brasil.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"Apenas uma Vez": A história de um encontro guiado pela música




Filmado em Dublin em apenas 17 dias, na maioria das vezes, com a câmera na mão do diretor John Carney, "Apenas uma Vez", ou "Once" (nome original) tem um forte caráter documental. Carney consegue extrair  dos protagonistas principais atuações mais do que convincentes, ainda mais por se tratar de dois músicos que, mesmo brilhando na tela, já avisaram que não irão repetir a experiência.

Os atores em questão são Glen Hansard e Markéta Inglová, dois talentosos músicos europeus.

Glen, nascido em Dublin, na Irlanda, em 21 de abril de 1970,  é o vocalista, guitarrista e membro fundador do grupo de rock irlandês The Frames. Formada em 1990, a banda passou à gravações e tours desde então, incluindo o produtor John Carney como baixista na última formação. Em setembro de 2006 a banda já lançava ‘The Cost’, o seu sexto álbum (em estúdio) com grande sucesso de crítica, realizando turnês pela Europa e Estados Unidos em 2007.

Glen e Markéta
Em abril de 2006, Hansard divulgou seu primeiro álbum solo, ‘The Swell Season’, em colaboração com a cantora e multi-instrumentista checa Markéta Irglová. Nascida em 28 de fevereiro de 1988, em Valasské  Meziricí, na República Tcheca, Markéta é uma multi-instrumentista, compositora, atriz e cantora.

O filme apresenta um recorte na vida de duas pessoas vivendo seus conflitos pessoais mas que se aproximam guiados pela  música.

É um filme sutil e leve, sem grandes pretensões, mas é justamente a simplicidade que faz com que Once soe tão convincente.

Um músico, ao assistir o filme, certamente irá se identificar com as rotinas de ensaio e gravações, momentos solitários onde surgem composições, apresentações para um público que nem te nota.

Sessão de ensaio no quarto

A trilha sonora, assim como o filme, também é formada de canções simples, sem grandes complexidades, mas sem deixar de serem belas. Com todas as canções compostas pela dupla, o filme levou o Oscar de Melhor Canção Original em 2008, com a música Falling Slowly

Assista um trecho do filme no qual os dois cantam a canção premiada:





Se você ainda não assistiu, recomendo não somente o filme, mas também a trilha sonora. Como já dito no post,  não espere um filme grandioso, mas uma história sensível sem ser dramática e previsível. O mesmo para a trilha sonora, que mostra que boas músicas não precisam ser sempre complexas e difíceis.

 A simplicidade pode ser muito bela!




segunda-feira, 18 de abril de 2011

Atividades Musicais - Intensidade




Intensidade é a capacidade que o som tem de ser mais forte ou mais fraco.

Também chamada por volume, a intensidade é de fácil compreensão. Basta tocarmos uma nota no piano, primeiro de leve, depois mais forte. As duas notas terão a mesma altura, ou seja, ela tem a mesma frequência, pois foi tocada no mesmo local, porém a nota mais forte terá uma maior amplitude, suas ondas sonoras serão maiores num gráfico demonstrativo.




A intensidade dos sons é medida em decibéis, sendo que 1 dB (decibel) é extremamente fraco, suficiente apenas para transpor o limiar da audição humana, enquanto que sons acima de 120 dB estão próximos do limiar de dor, como o ronco de uma motocicleta ou o estrondo de um avião voando baixo. Uma orquestra tocando em fortíssimo chega a aproximadamente 100 dB. O som de um violão gira em torno de 25 dB.




Geralmente com termos italianos, a intensidade pode ser grafada na partitura com os sinais de dinâmica. Abaixo, trecho de uma obra de Beethoven com indicações de dinâmica.


pp = pianíssimo (muito suave)
cresc. = crescendo (cada vez mais forte)
sf = sforzando (enfatizando o som, acentuando a nota)
p = piano (suave)
decresc. = decrescendo (cada vez mais suave)


Abaixo, alguns exemplos de atividades musicais utilizando a propriedade intensidade:


Atividade 1:
Utilizando um tambor, as crianças cantarão uma canção. Ao variar a intensidade do tambor, de pianíssimo à forte as crianças deverão acompanhar com a intensidade da voz. Cantando pianíssimo para fraco, e aumentando o “volume” da voz para forte.
Objetivos Específicos: Trabalhar a articulação facial, a dicção e a percepção auditiva.


Atividade 2:
Acompanhar uma música no rádio, música esta, conhecida pela criança. Ela vai bater palmas, quando o volume do aparelho estiver no som forte (palmas fortes), quando estiver no som fraco, bater palmas fracas.
Objetivos Específicos: Variação de intensidade na articulação dos membros superiores, concentração e propriocepção.

Atividade 3:
Ao som de uma música no rádio, já conhecida pela criança ela fará variações balançando os braços, imitando um maestro, movimentos amplos para um som forte,movimentos pequenos para sons fracos.
Variações: Se for em grupo, uma criança é o maestro e as demais serão os instrumentos. As que forem os instrumentos deverão obedecer aos movimentos do maestro.
Objetivos Específicos: Trabalhar a propriocepção, a amplitude dos membros superiores e inferiores, a espacialidade e a atenção.

Atividade 4:
O professor esconderá um objeto na sala enquanto a criança esperará do lado de fora da mesma. Ao retornar à sala, ela irá procurar o objeto enquanto o professor toca um instrumento em pianíssimo quando estiver longe e forte quando estiver perto.
Objetivos Específicos: Organização e sociabilização.

Atividade 5:
Utilizar dois cartões de cores diferentes, exemplo: vermelho e preto. Vermelho para o som fraco, e preto para o som forte: a criança deverá apontar ou levantar o cartão ao ouvir o som fraco ou o som forte. Pode-se utilizar um rádio ou instrumentos musicais para produzir os sons.
Objetivos Específicos: Trabalhar a concentração sensorial, a percepção visual e a audição.

É isso, na próxima postagem veremos a propriedade duração, acompanhe!

Referência:




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