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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

IV Congresso Ibero Americano de Musicoterapia




Neste ano, São Paulo receberá o IV Congresso Ibero Americano de Musicoterapia com o tema: "MUSICOTERAPIA, PESQUISA E INTERDISCIPLINARIDADE: enfoque na Saúde Integrativa". 

O evento será realizado nos dia 29, 30 e 31 de Agosto de 2019 na Uninove Vergueiro


"A pesquisa em saúde é necessária para a aquisição de mais conhecimentos, tão importantes para enriquecer a nossa prática clínica, ou para encontrar novas formas de lidar com os problemas de saúde, para podermos melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A musicoterapia, apesar de ser uma disciplina jovem, já está desenvolvendo muitas pesquisas, tanto no Brasil quanto no exterior, e nada melhor do que termos esta oportunidade para trocarmos experiências.

No que se refere à interdisciplinaridade, vivemos dias em que estamos aprendendo a conviver e sentir a necessidade de dialogar com outras ciências para o bem comum. Isso porque vivemos uma época em que os problemas de saúde estão sendo vistos sob diferentes ângulos, com métodos convergentes. Assim sendo, os profissionais da saúde devem ter um preparo para participar de um diálogo entre os diferentes campos do saber. Todos têm algo para contribuir. O atendimento interdisciplinar é indispensável para uma assistência de qualidade.

Aproveitemos portanto esta oportunidade para nos aprofundarmos neste tema e interagirmos com todos os participantes, palestrantes e congressistas, além de revermos queridos amigos.

Sejam bem vindos a São Paulo !" ( Cléo França Correia  -Presidente Congresso GIIMT 2019 )


Maiores informações Aqui

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Código Nacional de Ética, Orientação e Disciplina do Musicoterapeuta



Embora a profissão do Musicoterapeuta seja atuante desde meados do século 20  (o primeiro curso acadêmico de formação de musicoterapeutas surgiu em 1946 na Universidade de Kansas e em 1950 fundou-se a Associação Nacional de Musicoterapia) ainda levanta algumas confusões e dúvidas sobre a atuação e qualificações desse profissional.

A falta de esclarecimentos à grande parte da população, leva muitos, na vontade de se tornar um musicoterapeuta (que bom! precisamos de mais musicoterapeutas atuantes - porém qualificados), a procurar cursos rápidos e rasos que não qualificam para a atuação e não tornam esse profissional um musicoterapeuta.

Assim como também podemos encontrar músicos, psicólogos, psicopedagogos e tantos outros profissionais (sem formação superior em musicoterapia) que pelo fato de utilizar a música em seus atendimentos chamam suas atuações de musicoterapia.

Infelizmente, toda essa falta de conhecimento atinge de imediato a outra ponta, ou seja, os pais que procuram atendimento para seus filhos, pacientes em busca de ajuda, que não sabendo o que esperar de um musicoterapeuta, aderem a tratamentos com profissionais não qualificados

Quem é o Musicoterapeuta?

O profissional musicoterapeuta é um profissional com curso superior em Musicoterapia, graduação ou pós graduação, e ainda filiado a uma associação de musicoterapia.

A formação em Musicoterapia oferece profundos conhecimentos específicos e extensas horas de estágio, preparando o profissional para atuar na prevenção, restauração ou reabilitação da saúde física, mental e psíquica dos seus clientes/pacientes, portanto não podemos permitir a atuação de profissionais despreparados.

Afim de nortear e oferecer um guia, tanto para os profissionais musicoterapeutas, população e instituições, foi elaborado o Código Nacional de Ética, Orientação e Disciplina do Musicoterapeuta.

Baixe AQUI documento completo, leia e divulgue!

Não aceite um profissional despreparado! 






sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Atividades nas Instituições de Longa Permanência para Idosos

Atividades Musicais em Instituição de Longa Permanência para Idosos

As instituições que abrigam idosos está em acelerado crescimento. Com o envelhecimento populacional ocorrendo em um contexto de grandes mudanças sociais, culturais, econômicas e institucionais, espera-se para o futuro próximo um crescimento a taxas elevadas da população de 80 anos e mais.

No entanto, a certeza do crescimento da população idosa está  acompanhada pela incerteza das boas condições de cuidados que estes receberão.

Embora a legislação brasileira estabeleça que o cuidado dos membros dependentes deva ser responsabilidade das famílias, este se torna cada vez mais difícil, por diversos fatores como:

  • redução da fecundidade,  
  • mudanças na nupcialidade e 
  • crescente participação da mulher - tradicional cuidadora - no mercado de trabalho. 


Isto passa a requerer que o Estado e as instituições  privadas dividam com a família as responsabilidades no cuidado com a população idosa. Diante desse contexto, uma das alternativas de cuidados não-familiares existentes corresponde às instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), sejam públicas ou privadas.

Mas o que é uma ILPI?

No Brasil, não há consenso sobre o que seja uma ILPI. Sua origem está ligada aos asilos, inicialmente dirigidos à população carente que necessitava de abrigo, frutos da caridade cristã diante da ausência de políticas públicas.

Para a Anvisa, ILPIs são instituições governamentais ou não-governamentais, de caráter residencial, destinadas a domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, em condição de liberdade, dignidade e cidadania.

Casa de Repouso ou Instituição de Saúde?
O envelhecimento da população e o aumento da sobrevivência de pessoas com redução da capacidade física, cognitiva e mental estão requerendo que os asilos deixem de fazer parte apenas da rede de assistência social e integrem a rede de assistência à saúde, ou seja, ofereçam algo mais que um abrigo.

Porém, as ILPIs não são estabelecimentos voltados à clinica ou à terapêutica, apesar de os residentes receberem - além de moradia, alimentação e vestuário - serviços médicos e medicamentos.

Os serviços médicos e de fisioterapia são os mais frequentes nas instituições brasileiras, encontrados em 66,1% e 56,0% delas, respectivamente. No entanto, 34,9% dos residentes são independentes.

Por outro lado, a oferta de atividades que geram renda, de lazer e/ou cursos diversos é menos frequente, declarada por menos de 50% das instituições pesquisadas. O papel dessas atividades é o de promover algum grau de integração entre os residentes e ajudá-los a exercer um papel social.

Assim, para que o idoso que se encontra numa situação de institucionalização, seja ele dependente ou não, possa desfrutar de uma vida com qualidade, entendemos que é necessário que as instituições ofereçam atividades que envolvam o sujeito de forma global, ou seja, ir além do atendimento das suas necessidades básicas (alimentação, vestuário, higiene) mas também contemplar atividades sociais e de lazer.

Atividades na Instituição

São diversas as atividades que podem ser desenvolvidas com a população idosa, tais como Artesanato, Arteterapia, Pintura, Dança, Música e tantas mais.

A Musicoterapia é uma modalidade terapêutica bastante aceita e que envolve todos os idosos, dependentes (acamados, demenciados..) e ativos.

A  música tem a capacidade de fazer com que o idoso entre em contato consigo mesmo, resgatando e revivendo experiências do passado, expressando sentimentos, refletindo e se concentrando numa atividade (CAYRES, 2006).
Além disso, o fazer musical implica na realização de várias tarefas: tocar um instrumento, cantar, memorizar peças e letras musicais, improvisar. Tais produções combinam rápidas respostas motoras e cognitivas (PERETZ e ZATORRE, 2005), tornando a musicoterapia uma poderosa ferramenta na reabilitação física e cognitiva, ao mesmo tempo que oferece ao idoso uma atividade prazerosa e facilitadora das relações sociais.

Para saber mais sobre a musicoterapia com idosos acesse AQUI os outros artigos disponíveis no Blog.

Referências Bibliográficas

Camarano A. A., Kanso, S. As instituições de longa permanência para idosos no Brasil. Rev. bras. estud. popul. vol.27 no.1 São Paulo Jan./June 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982010000100014

CAYRES, K. Quem Canta, Seus Males Espanta. Disponível em: http://www.amtrj.com.br/arquivos/jornalUFRJ.pdf.

PERETZ I., ZATORRE R. Brain Organization for music processing. Montreal: Annu Review Psychology, vol. 56, 2005.








sábado, 30 de setembro de 2017

Atividades Musicais - Idosos Demenciados



Dando continuidade a proposta de atividades com idosos, hoje falaremos sobre a Demência e as possibilidades de estímulo através da música.

A demência é uma síndrome que se caracteriza pelo declínio da memória associado a déficit de, pelo menos, uma outra função cognitiva (linguagem, gnosias*, praxias ou funções executivas) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo.

Tipos de Demencias

Há várias causas de demência, cujo diagnóstico específico depende de conhecimento das diferentes manifestações clínicas e de uma sequência específica e obrigatória de exames complementares. 
As quatro causas mais frequentes de demência são:


  • Doença de Alzheimer - responsável por mais de 50% dos casos
  • Demência com corpos de Lewy - cujos sintomas são similares aos do Alzheimer e cuja incidência é a segunda maior entre as demências (perdendo apenas para o próprio Alzheimer)
  • Demência vascular - resultante de uma série de pequenos acidentes vasculares cerebrais (AVC)
  • Demência frontotemporal - que é uma degeneração que ocorre no lóbulo frontal do cérebro e que pode se espalhar para o lóbulo temporal.


Sintomatologia
Abordagens
Alteração de memória recente, de natureza leve, moderada e severa
Resgate da linha sonoro-musical preservada e mascarada
Falha sequencial do pensamento verbal, musical e posterior ecolalia
Estimulação rítmica e melódica da fala pelo ato de cantar
Dificuldade de comunicação verbal (expressão e compreensão)
Exercício integrado (fala, canto, ritmo do corpo, inflexões sonoras)
Fuga de ideias, desorientação temporo-espacial
Estimulação cognitiva sonoro-musical com complementação de melodia e letra
Dificuldade de deambulação, com andar lentificado, claudicante e sem regularidade rítmica
Estimulação do movimento através de canções e ritmos (canções de ação)
Comprometimento afetivo (possível depressão, baixa autoestima)
Trabalhar através de canções, a linguagem verbal e emocional

Na tabela acima já podemos visualizar algumas abordagens e possíveis atividades que poderão ser realizadas para cada dificuldade apresentada pelo individuo demenciado.

Outras Atividades

Trabalhar a agnosia - Adivinhar o instrumento: Colocar dentro de um saco grande, instrumentos e objetos que produzam som. Manipular os objetos e os instrumentos sem serem vistos pelos idosos .Eles deverão identificar o som dos mesmos pelo seu timbre/som. 
Uma variação pode ser feita com os idosos manipulando o instrumento pedido pelo dirigente. Assim ele procura através do tato o instrumento requisitado.

Rolinhos sensoriais – Atividade que pode ser aplicada com idosos de todos os níveis de demências, inclusive acamados. Confeccione chocalhos coloridos a partir de rolos de papel higiênico. Dentro dos rolos coloque diferentes materiais (feijão, arroz, milho, areia..). Os chocalhos podem ser usados de diversas maneiras : apenas tocar ao ritmo de músicas, fazer diferenciação de cores ( tocar somente os azuis, agora os amarelos..) adivinhar o que tem dentro, trabalhar lateralidade (tocar com a mão direita, esquerda, as duas..) entre outras. É também possivel reforçar o estímulo sensorial encapando o rolinho com materiais como barbante, grãos, tecido, lixa... Assim, além do sentido auditivo e visual, será estimulado também o sentido tátil. 

Cartelas de Compositores - Confeccione cartelas com figuras de compositores/cantores conhecidos dos idosos. Toque ou cante trechos de músicas e veja se eles são capazes de reconhecer e associar. Coloque no verso das cartelas informações sobre o compositor (Datas, maiores sucessos...etc) Assim fornecemos resgate e também o enriquecimento de informações.  Estimula a memoria visual, auditiva e os processos cognitivos.

Acesse aqui outras postagens que abordam os indivíduos idosos e sugestões de atividades!


Bom trabalho!


*Gnosia -  É uma função que permite a pessoa interpretar estímulos que vêm do exterior através dos órgãos dos sentidos.


Referências

CASTRO PINTO, S. P. L. et al. O Desafio Multidisciplinar: Um Modelo de instituição de Longa Permanência para Idosos. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2006.


ZANINI, R. S. Demência no idoso: aspectos neuropsicológicos. Revista Neurociência 2010;18(2):220-226. UFSC, Florianópolis,SC, 2010.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Dia do Musicoterapeuta!!



Em abril de 1991, Luiz Antônio Fleury Filho, então governador de São Paulo,  decretou a data de 15 de setembro como o Dia do Musicoterapeuta.


Mas o que é Musicoterapia?

Segundo a definição atualizada,"Musicoterapia é a utilização profissional da música e seus elementos, para a intervenção em ambientes médicos, educacionais e cotidiano com indivíduos, grupos, famílias ou comunidades que procuram otimizar a sua qualidade de vida e melhorar suas condições físicas, sociais, comunicativas, emocionais, intelectuais, espirituais e de saúde e bem estar. Investigação, a educação, a prática e o ensino clínico em musicoterapia são baseados em padrões profissionais de acordo com contextos culturais, sociais e políticos”.( World Federation of Music Therapy (WFMT), em 2011)

Quem é o Musicoterapeuta?

O musicoterapeuta é um profissional da saúde graduado, capacitado para utilizar a música na  prevenção, reabilitação e/ou manutenção da saúde. No Brasil a graduação se dá em quatro anos e o aluno deve cumprir centenas de horas de estágio em distintas áreas de atuação: clínica, educacional, hospitalar, empresarial, social, etc.  A prática baseia-se na musicoterapia ativa (ou interativa) onde o paciente faz música junto com o musicoterapeuta, o que inclui várias atividades, como dança, manuseio de instrumentos musicais, canto, e tantas outras práticas, dentro das inúmeras possibilidades que a música oferece. Embora menos comum, em determinadas situações alguns musicoterapeutas utilizam-se de técnicas da musicoterapia receptiva (audição musical, por exemplo).

 A atual formação brasileira, graduação ou especialização, contempla os fundamentos dos modelos citados e de outras abordagens que foram surgindo ao longo do tempo. Além das disciplinas específicas de musicoterapia o musicoterapeuta estuda filosofia, psicologia humana, etnomusicologia, psiquiatria, neurofisiologia, percepção musical, pedagogia musical, aulas de instrumentos, entre outros. 

A Musicoterapia é uma prática terapêutica séria, baseada em pesquisas que buscam constante atualização e conhecimentos sólidos. Assim o profissional que a aplica deve estar bem preparado com técnicas próprias da musicoterapia e capaz de estruturar um trabalho consciente afim de alcançar resultados duradouros.
Não basta ter conhecimento musical para aplicar a musicoterapia. Um músico fará atividades musicais, NÃO musicoterapia.

Portanto, só aceite musicoterapia com um musicoterapeuta graduado e qualificado!






quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Atividades musicais para Idosos com Doença de Parkinson



Na postagem de hoje vou iniciar uma série de sugestões de atividades para idosos de acordo com a patologia apresentada.

Lembrando que somente um musicoterapeuta qualificado pode avaliar e planejar a melhor atividade e procedimentos terapêuticos para cada idoso.

Hoje abordaremos a Doença de Parkinson (ou Mal de Parkinson)

A Doença de Parkinson

É uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando  basicamente quatro sinais principais:


  •  tremores;
  •  acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários); 
  • rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações); 
  • instabilidade postural (dificuldades relacionadas ao equilíbrio, com quedas freqüentes).


A Doença de Parkinson e o Idoso

Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e conseqüentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença. 
Não se sabe exatamente quais os motivos que levam a essa perda progressiva e exagerada de células nervosas (degeneração), muito embora o empenho de estudiosos deste assunto seja muito grande. Admitimos que mais de um fator deve estar envolvido no desencadeamento da doença.

Tratamento da Doença

Existe sim tratamento medicamentoso para a Doença de Parkinson . Entretanto, tais medicamentos são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Assim, é muito recomendável um suporte  que inclua várias propostas terapêuticas, sendo a musicoterapia uma importante ferramenta terapêutica. 
O objetivo do tratamento, incluindo medicamentos, musicoterapia, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional, é reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos.

Musicoterapia e Parkinson


Sintomatologia
Atividade/Abordagem
Alteração rítimico-sonora
Hipertonia, oligocinesia
Tremor de repouso
Deambulação claudicante
Face inexpressiva
Linguagem lentificada

Relaxamento passivo e ativo
Instrumentos de grande potência sonora e manuseio
Consciência corporal, deambulação, lateralidade e respiração
Canção de ação

Sugestões de Atividades

  • Relaxamento e respiração: Iniciar a sessão com um relaxamento com música instrumental ao fundo, incluindo exercícios de respiração;
  • Tocando no ritmo: Utilizar instrumentos com área ampla para fazer a marcação do ritmo de música escolhida pelo idoso (evitar instrumentos pequenos demais). Ex: grande tambor (surdo, zabumba, taiko, grande pandeiro, clavas se o idoso ainda consegue segurar com firmeza, etc)
  • Variação da "estátua": Ao som de uma música lenta porém com ritmo marcante (o andamento da música deve ser escolhido com base na velocidade que o idoso consegue caminhar) andar com o idoso segurando ou apoiando seus braços de frente a ele (o terapeuta andará de costas) Assim ele terá apoio constante. Parar quando a música parar (sugiro editar pequenas paradas na música, ou pedir para alguém fazer pausas aleatórias). Cuidado para não puxar o idoso, o terapeuta se coloca apenas como apoio. Uma variação dessa atividade - quando a música parar, cada um pode falar algo escolhido como um compositor, um cantor, cor, fruta..qualquer palavra mas sem repetir. Assim também será realizado um estímulo cognitivo.
  • Gestos e Música: Escolher músicas que possuam gestos, ou crie gestos e movimentos a partir de uma canção escolhida. Escolha movimentos que o idoso realize sem muita dificuldade para não gerar frustração. Com o idoso envolvido com a música, o foco no movimento ficará menos evidenciado e além disso, o ritmo musical pode ajudar na sincronização dos movimentos do idoso, diminuindo a rigidez e movimentos descoordenados. 

No vídeo abaixo, veremos algumas atividades realizadas com pacientes parksonianos:






Muitas outras atividades poderão ser realizadas a partir dos conceitos apresentados. 

Bom trabalho!


Referências:

CASTRO PINTO, S. P. L. et al. O Desafio Multidisciplinar: Um Modelo de instituição de Longa Permanência para Idosos. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2006.   

Academia Brasileira de Neurologia: O que é Doença de Parkinson. Disponível em http://www.cadastro.abneuro.org/site/conteudo.asp?id_secao=31&id_conteudo=34&ds_secao





segunda-feira, 6 de julho de 2015

A Importância da Musicalização Infantil



A Musicalização Infantil  é o processo no qual o educador se utiliza de brincadeiras, jogos e técnicas específicas para o aprendizado de música.
É através da Musicalização que a criança toma o primeiro contato com os elementos musicais e a partir das atividades, desperta o gosto pela música e pelo aprendizado musical.

Objetivos da musicalização

O objetivo central da educação musical é a educação pela música, que engloba vários aspectos do desenvolvimento humano.
A musicalização, além de transformar as crianças em indivíduos que usam os sons musicais, fazem e criam música, apreciam música, se expandem por meio da música, ainda auxilia no desenvolvimento e aperfeiçoamento da:
– Socialização 
- Alfabetização
- Inteligência
- Capacidade inventiva
- Expressividade
- Coordenação motora e tato fino
- Percepção sonora
- Percepção espacial
- Raciocínio lógico e matemático
- Estética

Educação Musical e Musicoterapia

O educador musical, quando está dirigindo uma atividade de criação em sala de aula, pode considerar que os seus objetivos foram atingidos quando seu aluno demonstra que apreendeu os conceitos abordados, que foi capaz de dar uma estrutura às suas criações com base nos conteúdos repassados pelo educador, entre outros fatores. Por outro lado, o musicoterapeuta, dependendo dos seus objetivos, ocupa-se  da postura do seu cliente como um todo, com o corpo, com a expressão fisionômica, com suas reações a determinado som ou à forma e ao conteúdo do que ele expressa através desse som (música).
 Dessa forma, seu trabalho objetiva principalmente o desenvolvimento de um processo que visa atender as necessidades dos seus alunos, sejam físicas, mentais, emocionais ou sociais. Além disso, o musicoterapeuta, com base nos seus conhecimentos específicos, terá como explicar todo o processo e como chegou aos seus objetivos.

Onde fazer:
Em Tatuí -Stimulus Terapias Integradas. Telefone 015 3251-8314
Musicoterapeutas e Educadoras Musicais: Roberta S. B. Florencio e Flávia B. Nogueira

Em Osasco - Scalla Music. Telefone 011 3682-6626 
Musicoterapeuta e Educadora Musical Flávia B. Nogueira

sexta-feira, 23 de maio de 2014

XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia



CHAMADA PARA INSCRIÇÕES DE TRABALHO E COMO OUVINTE

É com grande satisfação que a Associação de Musicoterapia do Distrito Federal (AMT-DF) sediará e organizará um dos mais importantes eventos na área de Musicoterapia, o XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia, concomitantemente com o V Fórum de Musicoterapia da AMT-DF. 


O evento acontecerá no Auditório do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Asa Sul, em Brasília – DF, nos dias 07, 08 e 09 de novembro de 2014, com o tema: Musicoterapia: Ordem e Progresso na Saúde, Educação, Cultura e Cidadania e tem como objetivo compartilhar e fomentar as pesquisas realizadas nas diversas áreas que abrangem a Musicoterapia, e divulgar a prática dessa ciência que é desenvolvida há mais de meio século, que traz em sua concepção da música como terapêutica, uma prática milenar desenvolvida por muitos povos, e que continua até os dias de hoje em algumas culturas.

Nessa interligação, ciência e conhecimento popular, a força, o poder da música no contexto terapêutico, ganha e alcança uma potência que a diferencia pela capacidade de transpor tempo, espaço, reinos e apresenta resultados fenomenais na área da saúde, educação, social, empresarial, didática e profilática. Além disso, contribui para o desenvolvimento da cultura e despertar a consciência cidadã, galgada no desenvolvimento criativo humano.

A natureza orgânica e íntegra dessa prática, demonstram a necessidade de flexibilizar qualquer pensamento rígido e possessivo frente a crenças, dogmas, diagnósticos, teorias e qualquer concepção que direcione o homem a uma condição padrão, formatada e moldada. Ela rompe o direito duro de posse pessoal, diluindo-o em partículas flexíveis que se ressignificam, reorganizam e congregam para atender a necessidade de um todo maior em seu tempo e espaço.

A ciência tem o dever de alimentar e buscar melhores caminhos e resultados para servir primeiramente e sobretudo aos interesses e necessidades dos cidadãos.

Conte-nos qual é sua ordem e progresso nas práticas musicoterapêuticas, participando com seus trabalhos.

A Comissão Organizadora convida profissionais, professores, estudantes da área da saúde, educação, social e áreas afins, e demais interessados a participarem deste Evento. O evento terá como convidado e facilitador dos mini-cursos o ilustre Mt Gabriel Fabián Federico, da Universidade del Salvador (ARG). Outrossim, haverá apresentação e exposição de trabalhos em Mesas Redondas, Temas Livres e Pôsteres. 


Para maiores informações sobre o evento e em como encaminhar seus trabalhos, entre em contato com: enpemt2014df@gmail.com

Participe!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Novo Ano, Novos Projetos



Um novo ano se inicia e com ele expectativas, planos, projetos...

Com o objetivo de incentivar e auxiliar na elaboração de um projeto de trabalho (entenda-se aqui um projeto que visa oferecer/ implantar serviços como atendimentos musicoterapêuticos, oficinas de música, entre outros), a primeira postagem do ano trás dicas sobre como elaborá-los.

Projeto:o que é?

A palavra projeto é utilizada por muitos profissionais e áreas de atuação com objetivos diversos, tais como projetos pedagógicos, projetos arquitetônicos e etc.

Mas quando falamos em elaborar e apresentar um projeto, como é o caso desta postagem, estamos nos referindo a "uma atividade organizada que tem por objetivo resolver um problema".

Como uma atividade organizada, os projetos devem cumprir as seguintes condições:
  • Ter objetivos claramente definidos 
  • Identificar a população-objetivo à qual está destinada.
  • Especificar a localização espacial dos beneficiários.
  • Estabelecer uma data de início e outra de término

Qual a estrutura de um projeto?

Antes de estruturar um projeto, é preciso possuir algum conhecimento sobre a instituição na qual o projeto será encaminhado.Procurar por palavras chave, tais  como filosofia de trabalho, missão, metas e visão da instituição, pode (e deve) colaborar na elaboração de um projeto que irá ao encontro da instituição,  aumentando assim a chance de aprovação.

Um projeto é composto de diversos itens que, encadeados, dão sentido, corpo e forma à ideia da organização. Abaixo, uma sugestão de estrutura de um projeto:
  •  Identificação dos responsáveis pelo projeto: Nomes, cargos e contatos das pessoas responsáveis pelo projeto assim como um breve currículo 
  • Título do projeto: Inclui o nome curto do projeto, que expressa sua finalidade e forma de atuação. 
  • Apresentação: O que contém o projeto, período previsto para sua realização e avaliação. 
  • Justificativa: Serve para mostrar por que é necessário e prioritário fazer a intervenção proposta pelo projeto. 
  • Público-alvo: Descreve quantos e quem são os beneficiados diretos e indiretos do projeto. 
  • Objetivo Geral: É a razão de ser do projeto. Responde de forma clara e objetiva à questão: “para quem se destina esse projeto e o que ele pretende transformar?”. Este objetivo está diretamente relacionado à justificativa e é genérico. Ele não pode ser assegurado somente pelo sucesso do projeto; depende de outras ações e variáveis. Portanto, expressa o que se quer alcançar em longo prazo, podendo ultrapassar inclusive o tempo de duração do projeto. 
  • Objetivos Específicos: Explica como estarão o público-alvo e o contexto social, depois de suas necessidades serem atendidas. Cada objetivo específico retrata uma única mudança na vida do público-alvo. Um objetivo específico é mensurável, atingível num tempo limitado, relacionado às necessidades do público-alvo. 
  • Plano de ações e atividades: Mostra o que será feito para que os objetivos específicos se transformem em realidade. 
  • Parcerias: Relata se o projeto conta com alianças com o setor público, com a iniciativa privada e/ou com organizações da sociedade civil organizada.
  •  Avaliação: Apresenta os procedimentos e métodos que serão usados para saber se as atividades estão sendo executadas, consumindo os recursos previstos, se os objetivos propostos estão sendo atingidos e quais os indicadores referência para o processo. 
  • Cronograma: É a representação gráfica do tempo das ações e das atividades planejadas. Responde quando ocorrerão as atividades previstas no plano de ação, durante o período estabelecido para o projeto. 
  • Orçamento: Detalha todos os recursos materiais, financeiros e humanos envolvidos no projeto. Pode ser feito mostrando as despesas por tipo tais como: recursos humanos, equipamentos etc. Também podem ser apresentadas por meio de um cronograma físico financeiro que demonstra quando as despesas serão efetivadas ao longo do projeto. 
  •  Equipe: (se houver) Descreve o grupo de pessoas ou profissionais envolvidos no projeto e qual será o papel de cada um. 
  • Sustentabilidade (continuidade do projeto) Pontua as estratégias e os desdobramentos que viabilizarão a continuidade do projeto e de seus resultados. 

Seguindo a estrutura descrita acima, é possível elaborar um projeto de Musicoterapia (por exemplo), tanto para instituições privadas (hospitais, escolas, casas geriátricas, instituições de reabilitações entre outras), como para prefeituras, fundações, ongs, e etc. Lembre-se de conhecer antes a instituição, seja pessoalmente, ou pesquisando em sites e outros meios.
Algumas instituições podem já possuir um modelo próprio para elaboração de projetos, embora vários dos  itens citados acima são comuns a qualquer projeto.

A estrutura acima é portanto, apenas uma sugestão! Itens podem ser acrescentados e outros excluídos. Nas referências abaixo, acesse os links com alguns manuais de elaboração de projetos nas áreas da saúde, cultura e social.

É isso, bom trabalho e excelente 2013!


Referências:



Manual de Apoio à Elaboração de Projetos de Democratização Cultural

Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. Guia de elaboração de propostas de projetos.




domingo, 11 de novembro de 2012

Atividades Musicais - Idosos Dependentes




O comprometimento funcional representa um dos principais aspectos a serem avaliados no planejamento da assistência ao idoso. O idoso que passa a depender de terceiros, isto é, de um cuidador, tem a realização de atividades diárias comprometidas, limitando sua independência. Nestes casos, é aconselhável estimulá-lo a executar outras tarefas que seja capaz. Em situações de dependência total, essas tarefas ficam sob a responsabilidade do cuidador e de seus familiares.

A autonomia é a capacidade de tomar decisão e sua execução, enquanto independência relaciona-se com conformação física, mental e social para realizar as atividades diárias. A independência pode ser parcial ou total e possui relação inversamente proporcional com a incapacidade, comprometimento e deficiência.
A incapacidade representa a restrição ou perda, transitória ou definitiva, da habilidade para realizar ao menos as atividades de vida diária. O comprometimento significa qualquer distúrbio físico, fisiológico ou psicológico.

Música na Promoção da Saúde

Além dos cuidados com higiene, medicação e alimentação, entre outros, (que são administrados por profissionais ou cuidadores preparados para tal), o idoso dependente necessita de outras medidas que lhe confiram melhor qualidade de vida.

Para cuidar bem de alguém é necessário minimizar o estresse do dia-a-dia e investir em conhecimento, lazer, além do autocuidado. Devem ser definidas prioridades como o equilíbrio entre trabalho e descanso e investimento em conhecimentos e experiências, lazer, arte e criatividade.

Neste âmbito, a música pode ser utilizada como uma ferramenta de promoção da saúde, melhorando a qualidade de vida e auxiliando na manutenção dos aspectos cognitivos do idoso.

A utilização da música com idosos dependentes, mesmo acamados, é bastante possível, já que o som "alcança" o idoso onde quer que se encontre.

Atividades

As atividades variam de acordo com a capacidade cognitiva do idoso. Assim, idosos cadeirantes ou acamados, mas que tenham as funções cognitivas preservadas, podem realizar muitas atividades. Abaixo veremos alguns exemplos de atividades que se utilizam de sons.

1. Bingo de sons. Idosos adoram bingo! (claro que nem todos) Trabalhe então com um bingo de sons. Esta atividade poderá ser realizada com mais de um idoso. Em uma instituição isso pode ser bem legal já que se pode jogar com idosos acamados no quarto. Distribua as cartelas e toque o cd com sons diversos. Será necessário, se possível, colocar o idoso em uma posição elevada, ou seja, sentá-lo. Normalmente a cama pode ser ajustada.  Baixe aqui Cd com diversos sons e imprima as cartelas abaixo (clique na imagem). A marcação poderá ser feita com tampinhas de refrigerante (minhas preferidas). Uma boa opção quando a marcação com tampinhas (ou outro meio) não é possível devido a posição do idoso, é plastificar as cartelas e marcar com canetinha esferográfica. Depois é só apagar. Caso necessário, ajude o idoso a fazer a marcação. Procure sempre deixar o idoso realizar a tarefa de forma mais independente possível e ajude quando julgar necessário. 







2. Sons e objetos do meio. Uma variação da atividade anterior. Esta atividade poderá ser realizada com idosos com perda cognitiva e que necessitam de estímulo. Mais uma vez os sons anteriores poderão ser utilizados. Imprima as cartelas e estimule o reconhecimento de objetos e sons em cada ambiente. Perguntas poderão ser feitas, por  exemplo: Que objetos ficam na cozinha?  Qual meio de transporte anda sobre trilhos?





A partir destas atividades e questões, poderão surgir conteúdos para inúmeras atividades.
Ainda que as atividades sugeridas acima não contenham "música", utilizamos os sons do ambiente (embora seja possível  incluir música. Ex: A partir da questão sobre o trem trabalhar a música "Trem das Onze"). Isso é importante para trabalhar a percepção auditiva dos idosos.

Lembrando que as atividades acima contemplam idosos com condições cognitivas e físicas de realizar as atividades propostas. A ideia principal é incluir os idosos cadeirantes ou acamados em atividades prazerosas possíveis.

Em uma próxima postagem, darei mais sugestões do uso da Música em atividades para idosos dependentes, inclusive com limitações físicas e cognitivas.

Bom trabalho!

Referências

CONCEIÇÃO, Luiz Fabiano Soriano. Saúde do idoso: orientações ao cuidador do idoso acamado. Revista Med Minas Gerais. Belo Horizonte, 2010; 20(1): 81-91.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As Bases Neurobiológicas da Música: Implicações Educacionais e Terapêuticas


As Bases Neurobiológicas da Música: Implicações Educacionais e Terapêuticas segundo o Prof. Paulo Estevão Andrade

Dia 24 de novembro de 2012 – sábado – das 08h00 às 17h30

Ministrado por: Paulo Estevão Andrade

Professor de musicalização do Colégio Criativo, Marília-SP. Professor de Neurociência Cognitiva e Neurocognição Musical do Fundepe - Fundação para o Desenvolvimento do Ensino, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP - Campus de Marília. Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Neurociências e Comportamento: Memória, Plasticidade, Envelhecimento e Qualidade de Vida" da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília. Pesquisador do Grupo de Pesquisa do CNPq Linguagem, Aprendizagem, Escolaridade liderado pela Profa. Dra. Simone Ap. Capellini (FFC/UNESP). Pesquisador do Grupo Análise do Comportamento e Ensino-Aprendizagem da Matemática do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR.
Desenvolve pesquisas com publicações nacionais e internacionais sobre a cognição musical e suas bases neurobiológicas, as relações entre o processamento musical e outros domínios (linguagem, emoção, motricidade, etc.) e suas implicações para a educação, transtornos de aprendizagem, e a musicoterapia.

Horário
Programação
   07h50 – 08h00
Entrega de Material e Novas Inscrições (se houver vagas disponíveis)
08h00 – 08h50
O bebê esperto: percepção, memória dos bebês e as origens evolucionárias da linguagem, música, matemática e cognição social.
08h50 – 09h40
Bases comportamentais, psicológicas e neurológicas da linguagem e da música: diferenças, semelhanças e suas implicações educacionais e terapêuticas.
09h40 – 10h30
Bases comportamentais e neurológicas da cognição social e sua relação com a música: implicações educacionais e terapêuticas.
10h30 – 10h50
Intervalo
10h50 – 12h00
Discussão sobre a importância da musica na educação, terapia e qualidade de vida: percepção e movimento de padrões sequenciais, emoção e linguagem.
12h00 – 13h00
Almoço
13h00 – 15h00
Oficina: música e linguagem nas crianças
15h00 – 15h15
Intervalo
15h15 – 17h30
Oficina: música e emoções nas crianças

Encerramento e Entrega de Certificado  



Público alvo:
Musicoterapia, Educação Musical, Psicologia, Pedagogia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Fisioterapia.

Vagas Limitadas: 45

Valor do investimento:
Estudantes: R$ 150,00 / Profissionais: R$ 200,00

Local:
Sala da Pós Graduação AACD – Ibirapuera (Av. Prof. Ascendino Reis, 724 - Vila Clementino - SP – SP)

Inscrições: www.aacd.org.br > cursos e eventos
Contato: Roberto Fonseca - rfonseca@aacd.org.br 
 Fone: (11) 5576-0979

                                                          

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

1 º Congresso Iberoamericano de Investigação em Musicoterapia




1 º Congresso Iberoamericano de Investigação em Musicoterapia


“Desenvolvimentos e atualizações em musicoterapia”
10, 11 e 12 de Outubro de 2013
Municipio de Lousada, distrito do Porto, Portugal

Apresentação de trabalhos e pôsteres:

Poderão apresentar trabalhos e pôsteres musicoterapeutas e estudantes de musicoterapia que desejam transmitir conhecimentos sobre pesquisa em musicoterapia.

Para a aprovação do trabalho ou pôster, deve-se enviar um resumo em espanhol ou português, no formato Word, Arial 12, indicando o seguinte:

• Titulo.
• Nome(s) de autor(es)
• Palavras chave.
• Sinopse (máximo 200 palavras).
• Breve texto indicando a área onde foi realizada a investigação,objetivos da investigação e síntese dos resultados (máximo 500 palavras).
• Bibliografia utilizada (4 autores mais importantes).
• Email de contato.

A duração para cada apresentação de trabalhos será de 45 minutos, a qual poderá ser modificada conforme a quantidade de trabalhos aprovados pelo comitê científico.

Formato de Pôsteres. Os pôsteres deverão ser apresentados no formato 90 cm. x 1,20 cm. Deve-se poder ler o pôster a um metro de distância.

Data limite para o envio de resumos de trabalhos e pôsteres:: até 31 de Maio de 2013.

Para Maiores Informações Acesse http://giimt.org/2.html





segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mês do Musicoterapeuta - Juliette Alvin




Continuando as postagens sobre os pioneiros da musicoterapia mundial, apresento hoje a musicoterapeuta Juliette Louise Alvin  (1897 - 1982) .

Breve história 

O uso da música nos hospitais foi documentada pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial e, em 1950, profissionais britânicos de diversas áreas formaram uma organização denominada Sociedade de Musicoterapia e Música Corretiva, entre eles  Juliette Alvin. Esta entidade se tornou a Sociedade Britânica de Musicoterapia em 1967 e levou ao primeiro curso de formação - dirigido por Juliette Alvin. Em 1971, Alvin ensinou na Escola de Música e Drama Gildholla (Guildhall School of Music and Drama) em Londres.

Com atuação no Reino Unido, a violoncelista Juliette Alvin desenvolveu um trabalho pioneiro especialmente com crianças que apresentavam dificuldades de aprendizagem e pessoas com transtornos psiquiátricos. Juliette teve também uma importante participação na formação de musicoterapeutas, fundando bases sólidas para a profissão no Reino Unido, sendo que sua influência sobre a atual geração de professores e musicoterapeutas britânicos continua forte.

O Modelo Alvin - Terapia de Livre Improvisação

Desenvolvido por Juliette Alvin, nesse modelo a música é utilizada como força para revelar aspectos do inconsciente. Alvin acreditava que “música é uma criação do homem, portanto, o homem pode ver a si próprio na música que ele cria”. Na terapia de livre improvisação, clientes e terapeutas podem improvisar sem regras musicais e a música pode ser uma expressão do caráter e personalidade do indivíduo. Dentro desse contexto, ocorrem naturalmente descargas terapêuticas.
Do ponto de vista teórico e psicoterapêutico, a autora trabalhou com o conceito de “igualdade na relação” onde o terapeuta e o cliente dividem experiências musicais no mesmo nível, e tem igual controle sobre a situação musical. Autistas e crianças excepcionais respondem bem dentro dessa abordagem, uma vez que ela oferece uma significativa e sensível organização musical.
Alvin enfatizou a importância dos musicoterapeutas compreenderem a fisiologia humana e a forma como o corpo reage à música e ao som para se inteirarem plenamente das formas de aplicação da musicoterapia.

Autismo e Musicoterapia

Juliette foi uma das primeiras a usar a música para trabalhar com crianças autistas.
Em 1974, ela trabalhou em um centro para ajudar crianças com autismo de Chinnor em Oxfordshire (Chinnor Unidade de Recursos para crianças autistas).
Ela é a autora de diversos  livros, entre eles - A musicoterapia para crianças com autismo. O livro foi publicado pela primeira vez em 1978. Foi o primeiro livro sobre os efeitos da musicoterapia no desenvolvimento de uma criança com autismo, e ainda é uma das diretrizes básicas nesta área.


 Outros livros:




Influências no Japão

Juliette visitou o Japão duas vezes, uma em 1967 e outra em 1969. Apesar da brevidade de suas estadias, exerceu forte influência para a introdução da profissão no país. Associações profissionais foram lançadas, catalisadas por sua visita. Alvin lançou as primeiras manifestações clínicas e inspirou os pioneiros da musicoterapia japonesa, não só para explorar uma filosofia própria, mas uma visão abrangente da direção futura da musicoterapia japonesa. Um jovem músico, que trabalhou como assistente em sessões de Alvin adotou sua abordagem e se tornou um ícone na musicoterapia japonesa.

Juliette Alvin morreu aos 85 anos.


Referências:

FOWLER, Viviane Rose. A Musicoterapia e suas Interações com os Ritmos Biológicos. São Paulo: FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS, 2008

HANEISHI, E. Juliette Alvin: Her legacy for music therapy in Japan. Journal of Music Therapy 42(4), 273-95., 2005.

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