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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Música e Cérebro




A performance musical representa um grande trabalho para o sistema neural pois envolve  execução precisa e veloz, movimentos motores complexos além dos processos emocionais,  englobando, portanto, não só habilidades motoras, mas também mentais.  

Segundo diversos autores, tais habilidades não são conseqüência de áreas cerebrais isoladas, mas envolvem várias estruturas que se relacionam e interagem entre si. 

A percepção, a produção e o aprendizado musical, envolvem um processo neural complexo e para entender como se dão tais processos, torna-se necessário compreender as bases neuroanatômicas e neurofisiológicas da performance musical.


O processamento cerebral

  Para o norte americano Daniel Levitin (músico, produtor musical, psicólogo cognitivo e neurocientista) o ato de ouvir música começa nas estruturas subcorticais (núcleos cocleares, tronco cerebral e cerebelo) e avança para o córtex auditivo bilateralmente. Acompanhar uma música ou estilo musical familiar aciona outras regiões, como o hipocampo – o centro da memória – e subseções do lobo frontal. Acompanhar o ritmo, marcando com os pés ou apenas mentalmente, mobiliza as redes cerebelares de regulação temporal. 




Já o ato de fazer música, cantando ou tocando algum instrumento – mobiliza também os lobos frontais no planejamento do comportamento, bem como o córtex motor – lobo parietal – e o córtex sensorial, para a percepção tátil, por exemplo, da digitação de um instrumento. A leitura de uma partitura mobiliza o córtex visual – lobo occipital, assim como recordar uma letra ou simplesmente ouvir uma canção envolvem centros da linguagem, como as áreas de Broca e Wernicke, e outras áreas nos lobos: temporal e frontal. Já as emoções despertadas pela música envolvem estruturas do chamado sistema límbico, como a amígdala.

Portanto, a musica é responsável pelo acionamento de inúmeras áreas cerebrais, tornando a audição e a performance musical elementos importantes para o desenvolvimento de  novas conexões neurais.

O vídeo abaixo, ilustra o acionamento cortical de um músico durante a performance musical. Podemos ver nas imagens, como a música "acende" praticamente todas as regiões cerebrais.




Já neste próximo vídeo vemos o acionamento cortical à partir da escuta musical:

          


Em artigos futuros continuaremos com essa temática.

Deixe seu comentário e sugestões sobre os próximos assuntos a serem abordados em "Música e Cérebro".


Bibliografia

LEVITIN, Daniel J. A Musica No Seu Cérebro: A Ciencia De Uma Obsessao Humana. São Paulo: Civilização Brasileira, 2010.










         

2 comentários:

Edison Junior disse...

Muito interessante isso, Flávia. Fica claramente demonstrado que o aprendizado de música desenvolve o cérebro.
Porém, do ponto de vista de um cara que não toca absolutamente nada (mas até que já tentou), penso que o que chamamos usualmente de dom tem que ter também uma importância muito grande nesse processo. Ou seja, o cérebro tem que ter uma predisposição para aprender. Mal comparando, conheço gente que estou inglês durante uma boa parte de sua vida e até hoje não fala nadinha.

Música e Saúde disse...

Edison

Muito boa essa sua colocação.
A questão do dom gera ainda algumas controvérsias, mas é uma boa pedida para nos aprofundarmos mais em um próximo artigo, que acha?

Abçs

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