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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Mês do Musicoterapeuta - Os primórdios



No mês de setembro comemoramos o dia do musicoterapeuta - mais precisamente dia 15 de setembro.

Em comemoração, pretendo postar artigos sobre os pioneiros da musicoterapia no mundo e também no Brasil.

Sei que foram muitos os que contribuíram para que a nossa profissão fosse construída e fundamentada, mas como o espaço, e principalmente o tempo é restrito, escolhi alguns nomes que  não só foram importantes para a solidificação da profissão, mas que marcaram a minha formação como musicoterapeuta.

O escolhido para abrir essa série de artigos é Thayer Gaston.

O Pai da Musicoterapia Norte Americana

Everett Thayer Gaston nasceu  em Woodward, Oklahoma em 4 de julho de 1901.

Gaston pode não ser muito conhecido  fora da educação musical e da musicoterapia, mas suas teorias acompanham muitos dos grandes pioneiros da psicologia. Com  teorias e idéias que foram abordados pelos primeiros filósofos e psicólogos, tais como Platão, Aristóteles, Skinner, Pavlov e Jung, Gaston começou a perceber as grandes realizações que poderiam ser feitas  incorporando a música e psicologia.

Com formação musical, Gaston começou a carreira de professor de música e se tornou respeitado na área.  Após seu doutorado em  psicologia educacional na Universidade de Kansas, no qual  formou-se em 1940,  Gaston finalmente percebeu que havia uma possibilidade de verdade para usar a música em sessões terapêuticas.

Ao longo de sua carreira, a preocupação central de Gaston era a função da música. Era claro para ele que a música era eficaz para satisfazer as necessidades, tanto para a qualidade de vida como na cura de doenças. Gaston concentrou-se profundamente não só na música, mas também sobre os pensamentos relativos de seus antecessores em Psicologia. Foi através de pesquisas sobre a biologia e cultura (ciências médicas e sociais) que Gaston (1968) fundamentou a criação da musicoterapia.


Ao escrever o tratado de Musicoterapia (Gaston, 1968),  diz que "a música e terapia têm sido íntimos companheiros, muitas vezes inseparáveis, durante a maior parte da história do homem." Ele continua na introdução de sua tese sobre o Homem e a Música, declarando , "como em todas as ciências, a musicoterapia se esforça para trazer a organização, classificação e descrição até que surja um sistema, um sistema que é comportamental, lógico e psicológico" (1968).


Com a crença de que a música pode falar onde as palavras falham (Gaston, 1968). Gaston acreditava que a música poderia desempenhar um papel importante no cérebro. Ele sentiu que o principal objetivo da terapia foi de capacitar o indivíduo a viver melhor, vendo a música como um estímulo, assim, terapeutas treinados poderiam utilizar a música para obter determinadas respostas mensuráveis ​​(excitação, relaxamento, associações, etc).

Participação da construção da musicoterapia como profissão

Altshuler, Willem van de Wall e E. Thayer Gaston

Em 1940, três pessoas desempenharam papel chave no desenvolvimento da musicoterapia como profissão: Altshuler, Willem van de Wall e E. Thayer Gaston. 
No ano de 1944, iniciou-se o primeiro plano de estudos destinado a formação de musicoterapeutas. Com a participação de Gaston, em 1946 é fundado na Universidade de Kansas, EUA, o primeiro curso acadêmico de formação de musicoterapeutas. A partir daí, surgiram cursos acadêmicos em vários lugares do mundo.

Até então, as atividades terapêutico-musicais eram desenvolvidas por músicos, voluntários, terapeutas ocupacionais, psicólogos e até mesmo médicos.

Em 1954, depois de uma revisão das aplicações clínicas e investigações, Gaston estabeleceu os princípios da musicoterapia:

  • O estabelecimento ou restabelecimento de relações interpessoais.
  • O alcance da auto-estima através da auto-realização.
  • Emprego do potencial único de ritmo para dotar de energia e organizar.
E. Thayer Gaston faleceu em 1970.

Referências:

GASTON, Thayer. Tratado de Musicoterapia. Traduzido por Marta Fernández. Enrique Díaz, Sara Elena Hassan. de Music in Therapy. Buenos Aires: Paidós, 1968




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