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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Buena Vista Social Club - De Havana para o Mundo





“De Cuba, retenho na memória o calor humano de um povo que vive com tão pouco e ainda assim consegue sorrir porque não perdeu a capacidade de sonhar. Guardo comigo a multiplicidade de raças que convivem sem problemas, os sorrisos que nos brindam, o som da música sempre presente, a beleza natural de seus olhares, a magia do museu vivo de carros antigos, os cheiros da fruta nos mercados, as sombras das arcadas corroídas pelo tempo e as cores bem vivas que teimam em contrariar o desânimo.” ( De um viajante)

Na década de 40, o clube de dança e música Buena Vista Social Club, da cidade de Havana reunia músicos e compositores cubanos como Manuel "Puntillita" Licea, Compay Segundo, Rubén González, Ibrahim Ferrer  e Omara Portuondo.

Após quase 40 anos do fechamento do clube, o guitarrista e produtor musical americano Ry Cooder viajou à Havana, atraído por uma gravação em fita na qual ele tempos antes tinha escutado e se encantado, em busca de músicos cubanos afim de gravar um disco. Desta iniciativa surge o premiado disco Buena Vista Social Club, nome que faz referência ao saudoso clube fechado nos anos 50.

O filme

Em 1998, juntamente com o diretor alemão Win Wenders,  Cooder volta à Cuba para filmar um documentário, com entrevistas, depoimentos, bastidores da gravação do disco de Ibrahim Ferrer e partes dos shows realizados pelo grupo formado em 96. 

Cooder e Wenders já haviam trabalhado juntos anteriormente conquistando prêmios como a Palma de Ouro no festival de Cannes em 1984 com Paris Texas. Agora Buena Vista recebe uma indicação ao Oscar de melhor documentário e conquista um Grammy . 

O filme revela músicos renascidos, resgatados pela música. Vemos o encontro da música tradicional cubana com a guitarra de Ry Cooder e sua influência havaiana. Velhos músicos de vanguarda e a juventude de Johaquin Cooder, introduzindo novos instrumentos . Vemos a técnica precisa e agilidade de Ruben Gonzales ao piano, a espontaneidade e graça de Puntillita, a postura contida, até certo ponto, de Ibhaim Ferrer, a emoção de Omara Portuondo. Não há conflito. Toda essa diversidade gera um colorido que ilumina e contagia qualquer olhar. 

Através do filme deslumbramos o colorido das ruas de Havana, sua arquitetura, seus carros antigos, seu povo solidário, seus timbres característicos, suas tradições, seus personagens interessantes e tudo isso envolto em uma música envolvente formando uma imensa paisagem.

Saboreie um pouco da paisagem cubana no pequeno trailer abaixo:



“Timbres característicos... maneiras próprias de entoar a voz, tudo isso é responsável por sonoridades locais, que se mesclam com outros sons, ruídos, falas, fazendo surgir verdadeiras paisagens sonoras...
O primeiro impacto sonoro é marcante, é tão delatador quanto a luz peculiar de uma região nova, as suas cores ou os odores que a compõe.”(Tiago de Oliveira Pinto)

A música cubana é marcante, revela um povo que vê a música como formadora de suas próprias identidades, não há como desvinculá-la.

Recomendo mesmo para os não simpatizantes da música latina.


Referências:


Site oficial: http://www.buenavistasocialclub.com/


1 comentários:

Ludmilla disse...

Eu queria tanto ter vivido esta época! Devia ser lindo! As danças, as musicas, as roupas!

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