No mês de setembro comemoramos o dia do musicoterapeuta - mais precisamente dia 15 de setembro.
Em comemoração, pretendo postar artigos sobre os pioneiros da musicoterapia no mundo e também no Brasil.
Sei que foram muitos os que contribuíram para que a nossa profissão fosse construída e fundamentada, mas como o espaço, e principalmente o tempo é restrito, escolhi alguns nomes que não só foram importantes para a solidificação da profissão, mas que marcaram a minha formação como musicoterapeuta.
O escolhido para abrir essa série de artigos é Thayer Gaston.
O Pai da Musicoterapia Norte Americana
Everett Thayer Gaston nasceu em Woodward, Oklahoma em 4 de julho de 1901.
Gaston pode não ser muito conhecido fora da educação musical e da musicoterapia, mas suas teorias acompanham muitos dos grandes pioneiros da psicologia. Com teorias e idéias que foram abordados pelos primeiros filósofos e psicólogos, tais como Platão, Aristóteles, Skinner, Pavlov e Jung, Gaston começou a perceber as grandes realizações que poderiam ser feitas incorporando a música e psicologia.
Com formação musical, Gaston começou a carreira de professor de música e se tornou respeitado na área.
Após seu doutorado em psicologia educacional na Universidade de Kansas, no qual formou-se em 1940, Gaston finalmente percebeu que havia uma possibilidade de verdade para usar a música em sessões terapêuticas.
Ao escrever o tratado de Musicoterapia (Gaston, 1968), diz que "a música e terapia têm sido íntimos companheiros, muitas vezes inseparáveis, durante a maior parte da história do homem." Ele continua na introdução de sua tese sobre o Homem e a Música, declarando , "como em todas as ciências, a musicoterapia se esforça para trazer a organização, classificação e descrição até que surja um sistema, um sistema que é comportamental, lógico e psicológico" (1968).
Com a crença de que a música pode falar onde as palavras falham (Gaston, 1968). Gaston acreditava que a música poderia desempenhar um papel importante no cérebro. Ele sentiu que o principal objetivo da terapia foi de capacitar o indivíduo a viver melhor, vendo a música como um estímulo, assim, terapeutas treinados poderiam utilizar a música para obter determinadas respostas mensuráveis (excitação, relaxamento, associações, etc).
Participação da construção da musicoterapia como profissão
Em 1940, três pessoas desempenharam papel chave no desenvolvimento da musicoterapia como profissão: Altshuler, Willem van de Wall e E. Thayer Gaston.
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| Altshuler, Willem van de Wall e E. Thayer Gaston |
Em 1940, três pessoas desempenharam papel chave no desenvolvimento da musicoterapia como profissão: Altshuler, Willem van de Wall e E. Thayer Gaston.
No ano de 1944, iniciou-se o primeiro plano de estudos destinado a formação de musicoterapeutas. Com a participação de Gaston, em 1946 é fundado na Universidade de Kansas, EUA, o primeiro curso acadêmico de formação de musicoterapeutas. A partir daí, surgiram cursos acadêmicos em vários lugares do mundo.
Até então, as atividades terapêutico-musicais eram desenvolvidas por músicos, voluntários, terapeutas ocupacionais, psicólogos e até mesmo médicos.
Em 1954, depois de uma revisão das aplicações clínicas e investigações, Gaston estabeleceu os princípios da musicoterapia:
Até então, as atividades terapêutico-musicais eram desenvolvidas por músicos, voluntários, terapeutas ocupacionais, psicólogos e até mesmo médicos.
Em 1954, depois de uma revisão das aplicações clínicas e investigações, Gaston estabeleceu os princípios da musicoterapia:
- O estabelecimento ou restabelecimento de relações interpessoais.
- O alcance da auto-estima através da auto-realização.
- Emprego do potencial único de ritmo para dotar de energia e organizar.
E. Thayer Gaston faleceu em 1970.
Referências:










