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domingo, 11 de novembro de 2012

Atividades Musicais - Idosos Dependentes




O comprometimento funcional representa um dos principais aspectos a serem avaliados no planejamento da assistência ao idoso. O idoso que passa a depender de terceiros, isto é, de um cuidador, tem a realização de atividades diárias comprometidas, limitando sua independência. Nestes casos, é aconselhável estimulá-lo a executar outras tarefas que seja capaz. Em situações de dependência total, essas tarefas ficam sob a responsabilidade do cuidador e de seus familiares.

A autonomia é a capacidade de tomar decisão e sua execução, enquanto independência relaciona-se com conformação física, mental e social para realizar as atividades diárias. A independência pode ser parcial ou total e possui relação inversamente proporcional com a incapacidade, comprometimento e deficiência.
A incapacidade representa a restrição ou perda, transitória ou definitiva, da habilidade para realizar ao menos as atividades de vida diária. O comprometimento significa qualquer distúrbio físico, fisiológico ou psicológico.

Música na Promoção da Saúde

Além dos cuidados com higiene, medicação e alimentação, entre outros, (que são administrados por profissionais ou cuidadores preparados para tal), o idoso dependente necessita de outras medidas que lhe confiram melhor qualidade de vida.

Para cuidar bem de alguém é necessário minimizar o estresse do dia-a-dia e investir em conhecimento, lazer, além do autocuidado. Devem ser definidas prioridades como o equilíbrio entre trabalho e descanso e investimento em conhecimentos e experiências, lazer, arte e criatividade.

Neste âmbito, a música pode ser utilizada como uma ferramenta de promoção da saúde, melhorando a qualidade de vida e auxiliando na manutenção dos aspectos cognitivos do idoso.

A utilização da música com idosos dependentes, mesmo acamados, é bastante possível, já que o som "alcança" o idoso onde quer que se encontre.

Atividades

As atividades variam de acordo com a capacidade cognitiva do idoso. Assim, idosos cadeirantes ou acamados, mas que tenham as funções cognitivas preservadas, podem realizar muitas atividades. Abaixo veremos alguns exemplos de atividades que se utilizam de sons.

1. Bingo de sons. Idosos adoram bingo! (claro que nem todos) Trabalhe então com um bingo de sons. Esta atividade poderá ser realizada com mais de um idoso. Em uma instituição isso pode ser bem legal já que se pode jogar com idosos acamados no quarto. Distribua as cartelas e toque o cd com sons diversos. Será necessário, se possível, colocar o idoso em uma posição elevada, ou seja, sentá-lo. Normalmente a cama pode ser ajustada.  Baixe aqui Cd com diversos sons e imprima as cartelas abaixo (clique na imagem). A marcação poderá ser feita com tampinhas de refrigerante (minhas preferidas). Uma boa opção quando a marcação com tampinhas (ou outro meio) não é possível devido a posição do idoso, é plastificar as cartelas e marcar com canetinha esferográfica. Depois é só apagar. Caso necessário, ajude o idoso a fazer a marcação. Procure sempre deixar o idoso realizar a tarefa de forma mais independente possível e ajude quando julgar necessário. 







2. Sons e objetos do meio. Uma variação da atividade anterior. Esta atividade poderá ser realizada com idosos com perda cognitiva e que necessitam de estímulo. Mais uma vez os sons anteriores poderão ser utilizados. Imprima as cartelas e estimule o reconhecimento de objetos e sons em cada ambiente. Perguntas poderão ser feitas, por  exemplo: Que objetos ficam na cozinha?  Qual meio de transporte anda sobre trilhos?





A partir destas atividades e questões, poderão surgir conteúdos para inúmeras atividades.
Ainda que as atividades sugeridas acima não contenham "música", utilizamos os sons do ambiente (embora seja possível  incluir música. Ex: A partir da questão sobre o trem trabalhar a música "Trem das Onze"). Isso é importante para trabalhar a percepção auditiva dos idosos.

Lembrando que as atividades acima contemplam idosos com condições cognitivas e físicas de realizar as atividades propostas. A ideia principal é incluir os idosos cadeirantes ou acamados em atividades prazerosas possíveis.

Em uma próxima postagem, darei mais sugestões do uso da Música em atividades para idosos dependentes, inclusive com limitações físicas e cognitivas.

Bom trabalho!

Referências

CONCEIÇÃO, Luiz Fabiano Soriano. Saúde do idoso: orientações ao cuidador do idoso acamado. Revista Med Minas Gerais. Belo Horizonte, 2010; 20(1): 81-91.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As Bases Neurobiológicas da Música: Implicações Educacionais e Terapêuticas


As Bases Neurobiológicas da Música: Implicações Educacionais e Terapêuticas segundo o Prof. Paulo Estevão Andrade

Dia 24 de novembro de 2012 – sábado – das 08h00 às 17h30

Ministrado por: Paulo Estevão Andrade

Professor de musicalização do Colégio Criativo, Marília-SP. Professor de Neurociência Cognitiva e Neurocognição Musical do Fundepe - Fundação para o Desenvolvimento do Ensino, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP - Campus de Marília. Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Neurociências e Comportamento: Memória, Plasticidade, Envelhecimento e Qualidade de Vida" da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília. Pesquisador do Grupo de Pesquisa do CNPq Linguagem, Aprendizagem, Escolaridade liderado pela Profa. Dra. Simone Ap. Capellini (FFC/UNESP). Pesquisador do Grupo Análise do Comportamento e Ensino-Aprendizagem da Matemática do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR.
Desenvolve pesquisas com publicações nacionais e internacionais sobre a cognição musical e suas bases neurobiológicas, as relações entre o processamento musical e outros domínios (linguagem, emoção, motricidade, etc.) e suas implicações para a educação, transtornos de aprendizagem, e a musicoterapia.

Horário
Programação
   07h50 – 08h00
Entrega de Material e Novas Inscrições (se houver vagas disponíveis)
08h00 – 08h50
O bebê esperto: percepção, memória dos bebês e as origens evolucionárias da linguagem, música, matemática e cognição social.
08h50 – 09h40
Bases comportamentais, psicológicas e neurológicas da linguagem e da música: diferenças, semelhanças e suas implicações educacionais e terapêuticas.
09h40 – 10h30
Bases comportamentais e neurológicas da cognição social e sua relação com a música: implicações educacionais e terapêuticas.
10h30 – 10h50
Intervalo
10h50 – 12h00
Discussão sobre a importância da musica na educação, terapia e qualidade de vida: percepção e movimento de padrões sequenciais, emoção e linguagem.
12h00 – 13h00
Almoço
13h00 – 15h00
Oficina: música e linguagem nas crianças
15h00 – 15h15
Intervalo
15h15 – 17h30
Oficina: música e emoções nas crianças

Encerramento e Entrega de Certificado  



Público alvo:
Musicoterapia, Educação Musical, Psicologia, Pedagogia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Fisioterapia.

Vagas Limitadas: 45

Valor do investimento:
Estudantes: R$ 150,00 / Profissionais: R$ 200,00

Local:
Sala da Pós Graduação AACD – Ibirapuera (Av. Prof. Ascendino Reis, 724 - Vila Clementino - SP – SP)

Inscrições: www.aacd.org.br > cursos e eventos
Contato: Roberto Fonseca - rfonseca@aacd.org.br 
 Fone: (11) 5576-0979

                                                          

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