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sábado, 14 de janeiro de 2012

Qualificação Musical do Musicoterapeuta

*
No final de 2011 encerrou-se a enquete realizada no blog que levantou algumas questões referente ao profissional musicoterapeuta. Com 113 votos, as questões e seus respectivos resultados seguem abaixo:

O Musicoterapeuta deve:

Ser graduado em musicoterapia
  75 (66%)
 
Ter, pelo menos, uma especialização em musicoterapia
  41 (36%)
 
Ser um professor de música
  11 (9%)
 
Possuir um conhecimento musical básico
  21 (18%)
 
Possuir um excelente conhecimento musical
  39 (34%)
 


Na postagem de hoje (e nas próximas) pretendo abordar tais questões  fundamentando-se em autores da musicoterapia e também na minha experiência e opinião pessoal.

Longe de estabelecer  "verdades", quero aqui abrir espaço para diferentes ponto de vista, pensando assim, colaborar na consolidação da Musicoterapia como uma profissão séria.


Conhecimentos Musicais


Começarei abordando as questões referentes ao conhecimento musical do musicoterapeuta.
Segundo Lia Rejane Mendes Barcelos, sendo a música o objeto de trabalho do musicoterapeuta, a autora coloca a importância primordial do domínio musical:

"[...] em primeiro lugar é preciso que ele domine o seu objeto de trabalho, a música, e, por outro lado, é preciso que ele possa reconhecer que sentidos os sons tem para o paciente que vai tratar, quais as implicações do som e do ritmo, enfim da música , na sua vida (Do paciente) (BARCELLOS, 1999, P. 26)".

Para a britânica Juliette Alvin, pioneira da musicoterapia mundial 

"[...] el musicoterapeuta há de ser ante todo um músico diestro y experimentado [...] pero capaces de aplicar la psicologia de la música em su trabajo. Profesionalmente há de ser buen ejecutante e improvisador, conocedor de todos los tipos e música, capaz de emprender muchas tareas, tais como dirigir conjuntos vocales o instrumentales o enseñar a cantar o tocar instrumentos. También debe poseer um conocimiento básico fisiológico y psicológico, indispensable para que comprenda la contribución que su música puede hacer al trabajo e sus colegas y em el equipo terapêutico, y para llevarla a cabo. (ALVIN, 1984, p. 205)".

Portando para Alvin, o musicoterapeuta não somente deve dominar a música em todas as suas formas,  mas também compreender os efeitos que a música provoca em seu paciente.

Porém, embora o musicoterapeuta deva possuir bons conhecimentos médicos, psicológicos e musicais, não  implica necessariamente ser um médico,  um psicólogo e nem músico. 
As competências de um musicoterapeuta supõem saberem complexos e diversos, que envolvem vários campos do conhecimento, sendo o saber musical a premissa das competências esperadas.

Segundo o meu ponto de vista, baseado na literatura e também na minha experiência clínica, para as questões levantadas na enquete  eu diria:

O musicoterapeuta deve ter sim um excelente conhecimento musical e dominar pelo menos um instrumento harmônico, pois somente um profissional bem qualificado musicalmente é capaz de  oferecer respostas adequadas ao paciente. 

"O musicoterapeuta é o elemento que intervém na “sonosfera” em que vive e dela faz parte para modificá-la. E para isto, ele usa a música como seu principal instrumento de trabalho, visando não apenas o seu uso puro e simples, mas principalmente para fazer acontecer “experiências musicais”.Sua formação deve ser sólida; deve ter abertura para conhecer os mais diversos pontos de vista, os mais diferentes coloridos musicais" ( TORRES , 2008).

Por outro lado, um músico apenas  não será capaz de lidar com as experiências musicais do paciente, e embora possua o domínio musical, não é capacitado para aplicar a música de forma terapêutica - "Não é possível acontecer um processo musicoterapeutico sem a presença de um profissional habilitado, que encaminhe e conduza o paciente para uma relação fecunda com a música ( TORRES, 2008)".

Em outras postagens continuaremos o assunto, continue acompanhando. 

Participe e deixe a sua opinião nos comentários! Sua participação é  muito importante!



Referências:

ALVIN, Juliette. Musicoterapia. Barcelona: Ediciones Paidos, Primeira reedição em Espanã, 1984.

BARCELLOS, Lia Rejane. Cadernos de Musicoterapia 4. Rio de Janeiro: Enelivros, 1999.

TORRES, José. Métodos e Técnicas em Musicoterapia. Texto composto como trabalho na disciplina de Métodos e Técnicas em Musicoterapia, sob a orientação da professora Lia Rejane Barcellos do Curso de Pós-graduação em Musicoterapia da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). 2008.

* Tela "Músicos",  de Antônio Medeiros, 1955.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Oficina - Teatro do Oprimido: a arte como instrumento social



Que tal aproveitar as férias para participar de uma oficina de teatro fórum gratuita?

Em Janeiro, o Instituto SufrutoverdeuS ministrará uma Ofina de Teatro Fórum que terá duração de 7 dias e é voltada para líderes comunitários, artistas, terapeutas, professores, políticos, atores e não atores, a todos aqueles que queiram aprender e multiplicar o Teatro do Oprimido.

O Teatro do Oprimido é uma ferramenta de diálogo entre o ator e o espectador, possibilitando ao artista interpretar o homem de seu tempo e ao espectador ser o ator desse momento.
As técnicas utilizadas fazem parte do método que ganhou o mundo por fazer da arte um instrumento social, democratizando e popularizando o fazer teatral.

Teatro do Oprimido

Trata-se de um método teatral que reúne exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem grande repercussão mundial.

A sua origem remete ao Brasil das décadas de 60 e 70, mas o termo é citado textualmente pela primeira vez na obra: Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Este livro reúne uma série de artigos publicados por Boal entre 1962 e 1973, e pela primeira vez sistematiza o corpo de idéias desse teatrólogo.


Teatro-Fórum

A dramaturgia simultânea era uma espécie de tradução feita por artistas sobre os problemas vividos pelo povo. Aí nasceu o Teatro-Fórum, onde a barreira entre palco e platéia é destruída e o Diálogo implementado. Produz-se uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.

Conteúdo da Oficina

  • Dramaturgia
  • Jogos
  • Técnicas do Teatro Fórum
  • Estética do Oprimido
  • Montagem do Espetáculo
  • Apresentação


Serão duas turmas no período de 23 a 29 de Janeiro, a primeira turma, para jovens, das 14:00H às 17:00H e a segunda turma, para adultos, das 19:00H às 22:00H.

Os interessados deverão enviar um e-mail com nome completo, número de contato e idade. 
A oficina é gratuita.


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