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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Musicoterapia e Educação Musical




Na postagem de hoje, finalzinho de feriado de carnaval, abordaremos sob o olhar de K. Bruscia o tema Musicoterapia versus Educação Musical, na tentativa de cada vez mais, clarear as diferenças e semelhanças que norteiam as fronteiras entre "educação e terapia", "professor de música e musicoterapeuta".

Educação e Terapia


A educação e terapia são semelhantes no sentido de que ambas ajudam a pessoa a adquirir conhecimentos e habilidades. No entanto, nem toda educação é terapia e nem toda terapia é educação. Muitas distinções importantes podem ser feitas:


Educação/professor
Terapia/terapeuta
O objetivo primário é adquirir conhecimento e habilidade
Apenas um meio de alcançar saúde
Enfoca a aquisição de conhecimento
Aborda os déficits educacionais ou os problemas de aprendizagem
A matéria que é o objeto da aprendizagem não é específica do indivíduo
 É sempre pessoal ou autobiográfica
Oferece conhecimento sobre o mundo
 Fornece o acesso de sua própria forma de estar no mundo
O aluno não leva problemas pessoais ou de saúde para o professor, a não ser que afete seu aprendizado
O paciente não leva problemas educacionais ao terapeuta, a não ser que afete a sua saúde
Um professor não investiga a natureza de problemas pessoais ou de saúde do seu aluno, a não ser que afete sua performance
O terapeuta investiga , independente das suas implicações educacionais
O professor motiva o estudante a aprender uma matéria ou dominar uma habilidade
O terapeuta ajuda o paciente a alcançar a saúde, algumas vezes ensinando conhecimentos ou habilidades



 Educação Musical e Musicoterapia

As distinções são as mesmas com relação à educação musical e musicoterapia:


Educação Musical
Musicoterapia
O objetivo último é o aprendizado musical
A música é um meio para atingir um fim
Os objetivos são primeiramente estéticos e musicais e secundariamente funcionais
Os objetivos são primeiramente relacionados com a saúde e secundariamente estéticos ou musicais
A ênfase é dada ao mundo universalmente compartilhado da música
 A ênfase é dada ao mundo musical particular da pessoa
A relação professor/aluno está limitada a questões musicais
 A relação paciente/terapeuta aborda as questões de saúde que podem ser trabalhadas através da música



Assim, o aprendizado  musical é um fim em si, mais do que um meio para um determinado fim. Além disso, a relação que se estrutura entre o estudante e o professor não tem conotação terapêutica. Na realidade, qualquer esforço feito pelo educador musical para atender as necessidades dos estudantes no sentido terapêutico poderia ser visto como uma conduta inapropriada ou invasiva.

Conclui-se que, apesar de muitas vezes se cruzarem, cada campo tem sua importância,  lugar e objetivos próprios, e o profissional atuante em cada área deverá estar instrumentalizado e preparado para ocupar seu lugar, seja na educação, seja na terapia.

Referências:

BRUSCIA, Kenneth E. Definindo Musicoterapia.Rio de Janeiro: Enelivros, 2000, p. 184 - 187.

2 comentários:

Fernando Britto disse...

Olá Flávia, gostei muito do seu blog. Antes de qualquer coisa, quero informar-lhe que utilizei uma imagem de umas postagem sua no meu blog, mas citei a fonte, com link pro seu blog, ok? Espero que não se importe.
Também queria colocar um banner do seu blog no meu, para dividirmos conteúdos entre a rede. Aguardo uma resposta sua. O endereço do meu blog - fernandobritto.blogspot.com

Se quiser, pode excluir esse comentário depois. Obrigado e bom dia.

Flávia Nogueira disse...

Olá Fernando

Seja bem vindo! Visitei seu blog e gostei bastante,(inclusive já estou seguindo) parabéns ! Vc disponibiliza materiais muito bons!!
Deixei seu comentário como exemplo de que boas parcerias são sempre bem vindas por aqui, Abçs
Flávia

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