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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!



Mais um ano se passou e um novo está prestes a iniciar trazendo novos projetos, planos e a expectativa da realização de sonhos ainda não concretizados...

2011 foi o primeiro ano do Blog Música & Saúde e  aproveito para agradecer a participação de todos aqueles nos acompanharam, seja comentando, votando nas enquetes ou simplesmente acessando e lendo. O objetivo do blog é ser, sem grandes pretensões, um veículo que compartilha  informações sobre Música e Saúde, tendo como tema central a Musicoterapia, embora não pretenda se limitar a musicoterapeutas e músicos, mas alcançar todos àqueles se interessam por música e seus benefícios.

Apesar do próximo ano prometer ser ainda mais corrido, o blog continuará postando artigos com conteúdo atualizado e relevante, procurando sempre aprimorar e melhorar  e para isso, conta com a participação de todos seus leitores e amigos. Sejam bem vindos a mais um ano de muita música e claro, saúde!!!

Feliz 2012!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Leituras para as férias



Neste período do ano muitos podem desfrutar de momentos de descanso, sejam de férias do trabalho ou dos estudos. Para aqueles que tem esse privilégio mas, assim como eu, aproveitam para ler livros que muitas vezes não dão tempo de ler durante o ano, disponibilizo quatro livros para download.

Os livros parecem interessantes e tanto podem ser usados em pesquisas acadêmicas, como para simplesmente agregar  conhecimento a qualquer pessoa que se interesse por música.

O primeiro livro Como Ouvir e Entender Música, de Aaron Copland, pretende abrir o caminho do ouvinte para uma melhor compreensão da audição musical, mas avisa logo no ínicio do livro - "Se você quiser entender música melhor, não há coisa mais importante a fazer do que ouvir música. Não há nada que possa substituir esse hábito. Tudo o que eu tenho a dizer nesse livro refere-se a uma experiência que você só pode obter fora desse livro. Você perderá tempo, provavelmente, ao lê-lo, se não tomar a resolução de ouvir mais música do que ouvira anteriormente. Todos nós, profissionais e não profissionais, estamos sempre tentando aprofundar o nosso conhecimento da música. Ler um livro às vezes ajuda. Mas nada pode substituir a experiência direta da música."


Baixe aqui o livro completo em pdf (81 páginas)



No livro O Futuro da Música Depois da Morte do CD,  organizado por Irineu Franco Perpétuo e Sérgio Amadeu da Silveira, os 16 autores partem da perspectiva da engenharia da produção, da sociologia, da teoria da comunicação, da musicologia, da filosofia e da interpretação e composição musicais, além da própria atividade empresarial. A única base comum dos textos é o reconhecimento das profundas mudanças que a digitalização e as redes informacionais trouxeram para o universo da música. Um dos objetivos da coletânea é mostrar a complexidade e as grandes diferenças teóricas, analíticas e prospectivas que existem entre aqueles que estão pensando o tema.


Já os livros da Série Pesquisa em Música no Brasil, volume I e II  fazem parte de um projeto da ANPPOM  - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música, e tem o objetivo de oferecer perspectivas para o desenvolvimento de novas áreas, examinando a aplicabilidade de novas teorias e lançando novos olhares sobre teorias e objetos de pesquisa já não tão novos.


Pesquisa em Música no Brasil: Métodos, Domínios, Perspectivas. Série Pesquisa em Música no Brasil. Volume 1. organizado por Rogério Budasz 









Criação Musical e Tecnologias: Teoria e Prática Interdisciplinar. Série Pesquisa em Música no Brasil. Volume II. organizado por  Damián Keller e Rogério Budasz.








Lembro que os livros disponibilizados tem acesso autorizado e gratuito para download.

Boa leitura!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Clive Robbins 1927-2011



Dia 07 de dezembro de 2011 faleceu Clive Robbins, musicoterapeuta, pesquisador e diretor fundador do Centro Nordoff-Robbins de Musicoterapia.


Breve História

Dr. Clive Robbins foi co-autor da Musicoterapia Criativa e o Diretor Fundador do Centro Nordoff-Robbins Music Therapy na Universidade de Nova York. 

Paul e Clive
De 1954 a 1959 ele trabalhou como professor de Classe Especial em casas de crianças na Inglaterra. Em 1959, unindo a experiência em educação especial e anterior estudo musical, iniciou sua colaboração com Paul Nordoff, pioneiro na aplicação de técnicas de improvisação e composição em musicoterapia criando a “Musicoterapia Criativa” mais comumente referido como a abordagem Nordoff-Robbins - que se baseia na filosofia de que "todos possuem uma sensibilidade para a música que pode ser utilizada para o crescimento e desenvolvimento pessoal". Como co-terapeuta, ele participou na exploração de abordagens inovadoras para a terapia individual e de grupo. Compôs músicas, atividades instrumentais, jogos e teatro musical para cumprir as metas de desenvolvimento com crianças de variadas deficiências e patologias.

Ao longo dos dezesseis anos de trabalho em equipe com Paul Nordoff, Dr. Robbins foi continuamente ativo na prática, documentação, estudo, pesquisa e demonstração da musicoterapia criativa com crianças e adolescentes, trabalhando com crianças que apresentavam uma ampla gama de condições incapacitantes: leve a profunda deficiência de desenvolvimento, autismo, distúrbio emocional, esquizofrenia, afasia, dificuldades de aprendizagem, deficiências visuais e auditivas, deficiências físicas e múltiplas.

Em 1974, a saúde de Paul Nordoff começou a declinar vindo então a falecer em 1977. Em 1975, Clive Robbins formou uma nova equipe com sua esposa Carol para continuar o desenvolvimento e a disseminação de trabalho de sua vida. Carol Robbins havia começado seus estudos com Nordoff -Robbins em 1966. Todos os projetos subseqüentes foram feitos em colaboração com Carol Robbins até sua morte em 1996.

Clive Robbins viajou e ensinou extensivamente, adicionando a sua experiência clínica no tratamento, treinamento e projetos de demonstração com crianças e adolescentes na Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Ele também ensinou na Austrália, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Irlanda, Nova Zelândia e EUA. Durante estes anos,  ministrou cursos para musicoterapeutas, educadores musicais, músicos e estudantes.

Através de sua prática clínica, ensino, supervisão, palestras, workshops, escritos e apresentações com Paul Nordoff, 1959-1974; Carol Robbins, 1975-1996 e, posteriormente, em colaboração com membros da sua equipe, Clive Robbins tornou-se internacionalmente reconhecido por seu ensinamento de recursos clínicos, sua pesquisa sobre processos musicoterapeuticos, e por seu compromisso com altos padrões de prática clínica, criatividade e musicalidade em musicoterapia.

A nós musicoterapeutas, só nos cabe agradecer o legado deixado pelo Dr. Clive Robbins!

"Com a morte, fecha-se um ciclo, finalmente, depois de tensões e resoluções, síncopes e contratempos, cadências e silêncios, a música da vida encerra-se. Ela, porém, deixa seu legado e continua a soar nos corações e mentes, espalhando mensagens e influenciando as gerações futuras."


Assista um vídeo com uma breve entrevista legendada do Dr. Clive




Para saber mais sobre a abordagem Nordoff-Robbins acesse:
http://gabrielapelosi.blogspot.com/2011/09/amor-primeira-vista-e-o-que-e-nordoff.html

Referências


http://steinhardt.nyu.edu/music/nordoff/staff

Flávia B. Nogueira e Roberta S. B. Florencio. Morte e Espiritualidade na Velhice.  

domingo, 4 de dezembro de 2011

Jogos Musicais - Jogos de aproximação e de apresentação


Em continuidade da série Jogos Musicais, baseados no livro 100 Jogos Musicais - Coleção Práticas Pedagógicas, apresentamos hoje os jogos de desenvolvimento da sociabilidade.

Como nos grupos apresentados anteriormente, os Jogos de Desenvolvimento da Sociabilidade são formados por um conjunto de jogos, subdivididos em:
  • Jogos de aproximação e de apresentação
  • Jogos de comunicação
  • Jogos baseados na confiança
São jogos que buscam reforçar e favorecer a unidade do grupo, bem como a comunicação. De acordo com o jogos escolhido, poder-se-á assistir e desenvolver os processos de dinâmica de grupo e visam:

  • aprender a conhecer-se (auto conhecimento);
  • a pôr-se a vontade (espontaneidade);
  • vencer a timidez;
  • criar um sentimento de segurança;
  • desenvolver a auto confiança;
  • compartilhar os próprios sentimentos assim como dos outros;
  • assumir risco;
  • e tantos outros objetivos que o educador ou musicoterapeuta puder traçar.
Embora estes jogos sejam especialmente concebidos para os primeiros encontros, poderão ser realizados posteriormente, sempre que se considerar a necessidade de um reforço na harmonia do grupo.

Jogos de aproximação e de apresentação
 

São jogos que estimulam a espontaneidade e o prazer  dos participantes, dando-lhes a oportunidade de se aproximarem uns dos outros, evoluindo em uma situação livre e natural.

Caracteriza-se por sua estrutura simples e de curta duração. Normalmente baseiam-se em jogos conhecidos,  como o jogo da cadeira e sempre requerem a participação de todos.

Os jogos

  • Estação pirata -  Materiais Utilizados: instrumentos diversos e um apito - Os participantes são divididos em três grupos - Os emissores, os receptores e os "piratas". Os grupos de receptores e emissores ficarão dispostos em paredes opostas da sala separados pelo grupo de piratas. Os emissores combinam entre si uma canção conhecida que deverá ser transmitida aos receptores dispostos do outro lado, somente a melodia, sem letra. Com a ajuda de um apito, o educador ou musicoterapeuta dá o comando para iniciar a transmissão, ao mesmo tempo, os "piratas" passam a tocar seus instrumentos que somente eles dispõem, afim de que a mensagem não seja reconhecida pelos receptores. Após alguns segundos (cerca de 30 seg.) o apito novamente é tocado dando fim a transmissão. Só então os receptores demonstram se conseguiram reconhecer a canção entoada pelos emissores. Trocam-se os papéis até que todos participem dos três grupos.
  • À Procura da própria canção - Material: Folhas de papel. Antecipadamente, o educador/musicoterapeuta escreve o título de três canções bem conhecidas (Ex Marcha Soldado, Atirei o pau no gato, Cai cai balão) dividindo nos papéis em partes iguais (se possível). É importante que cada canção seja escrita mais de uma vez. Distribui-se as folhas dobradas para cada participante e ao comando do mediador, todos passam a cantar a canção escrita na folha recebida ao mesmo tempo que caminham pela sala. O objetivo é reconhecer  quais estão cantando a mesma canção, e ao fim do jogo, três grupos deverão estar reunidos.
  • Apanhemo-nos com música - Material: Apito ou flauta. Este jogo deverá ser realizado em um espaço amplo, de preferencia em campo aberto como uma quadra ou jardim. O espaço deve ser delimitado e divido em dois, como num campo de queimada. Divide-se os participantes em dois grupos. Um participante é escolhido para iniciar o jogo tocando a flauta ou apito. Este jogador deve tomar folego e sustentar uma nota pelo máximo de tempo sem pausas. Enquanto soa a nota, lhe é permitido passar ao campo 'adversário' e apanhar o máximo de 'inimigos' que conseguir (os inimigos tocados sairão do jogo).  Aos inimigos é permitido fugir, porém, sem sair do seu campo. Quando o participante que está tocando o instrumento sentir que não aguenta mais soar a nota, deve imediatamente voltar para a segurança do seu campo, caso não consiga chegar ao seu campo a tempo, será desclassificado e seus prisioneiros poderão voltar aos seus próprios campos e continuar o jogo.

Os jogos propostos são apenas sugestões e podem ser alterados e adaptados, conforme a clientela, o número de participantes, a faixa etária e os objetivos.

É isso, bom trabalho a todos!

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