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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Relatórios Musicoterapêuticos



Todo musicoterapeuta sabe a importância (ou assim deveria) que os relatórios das sessões exercem durante todo o processo terapêutico.

No sentido etimológico da palavra, relatório significa descrição minuciosa dos fatos, tendo como raiz o verbo relatar, do latim "relatum", ou seja, expor, descrever. Do ponto de vista musicoterápico, podemos dizer que um relatório consiste em um conjunto de informações organizadas, as quais permitem avaliar as atividades realizadas, funcionando assim, como uma documentação oficial do trabalho desenvolvido.

Além disso, permite medir as vantagens e desvantagens relativas ao uso de determinados recursos e procedimentos, apresentando os objetivos programados e o seu o alcance ou não. Constitui-se no relato, por escrito, de um conjunto de fatos que ocorreram num determinado espaço de tempo, circunstanciados pelos recursos humanos e materiais. (BARCELLOS, 1999)

Portanto, a realização de relatórios escritos representa uma ferramenta preciosa durante todo o processo, já que muitas vezes, é no momento que paramos para escrever que percebemos, de forma mais consciente, o andamento das sessões. Além dessa melhor visualização do processo, manter o arquivamento em forma de relatórios  é de grande ajuda, não apenas para o planejamento das  sessões futuras, como para outros profissionais que posteriormente possam atender este mesmo paciente.

Modelos de Relatórios

São  diversos modelos de relatório, e essa variedade se dá de acordo com os objetivos e finalidades. Um relatório que será enviado para a equipe mantenedora de uma instituição não poderá ser o mesmo que será enviado a outro musicoterapeuta, ou um relatório enviado para um médico não será o mesmo enviado a família, para citar alguns exemplos. O musicoterapeuta deve ter discernimento para melhor adaptar os seus relatórios utilizando uma linguagem adequada às diversas finalidades.

Apesar da importância dos relatórios, é fato também que eles demandam tempo extra sessão para preenchê-los. No caso do relatório musicoterapêutico, muitas vezes há a necessidade de transcrever partituras, o que torna o trabalho ainda mais árduo.

O Modelo de relatório abaixo é bastante reduzido e descreve informações básicas, porém, importantes. Eu utilizei este modelo na minha pesquisa de conclusão de curso e acabei adotando nos meus atendimentos posteriores. Apesar das informações se mostrarem reduzidas, apresenta de uma forma clara várias sessões do processo, tornando a visualização fácil. Outras informações devem ser acrescentadas no relatório evolutivo.

Relatório em Forma de Tabela (Nesta tabela, descrevo um processo terapêutico de 20 sessões com um grupo de idosos)


SESSÃO
OBJETIVO DA SESSÃO
ESTRATÉGIA
UTILIZADA
INSTRUMENTO MUSICAL UTILIZADO
PROCEDIMENTO
1 – 2
Selecionar grupo
Conversas informais
-
Entrevista inicial[1]
3
Esclarecer quanto aos objetivos da pesquisa
Reunião com o grupo e esclarecimentos.
-

4 – 7
Realizar as avaliações
Avaliações individuais
Teclado e pandeiro
MEEM e Avaliação musicoterapêutica
8
Desenvolver a atenção. Estimular a memória.
Atividade com palavras. Organização rítmica
Pandeiro
Escuta Eurrítmica e escuta para ação[2]
9
Estimular memória, percepção auditiva e linguagem
Ativ descriminação auditiva. Entoação canções
Teclado e pandeiro. Aparelho de Cd.
Relaxamento Musical, Escuta Perceptiva e Escolha de Canções.[3]
10
Estimular a memória remota e recente
Entoação de canções conhecidas pelo grupo e aprendiz nova canção.
Teclado e violão
Escuta para a Estimulação
11
Estimular a expressão e a memória
Apresentação de vários instrumentos para serem usados no  acompanha -mento das canções
2 Teclados, pandeiro, afoxé, flauta, flauta de embolo, ganzá, cítara e violão.
Movimento Projetivo com Música e Escuta Projetiva.[4]

12
Estimular a expressão, memória autobiográfica e a linguagem
Selecionar canções que sejam significativas para o grupo
Teclado, 2 violões, ganzá, afoxé, cítara, berimbau, pandeiro, pau de chuva,acordeom
Escolha de Canções e Movimento Projetivo com Música.

13
Selecionar repertório.

Apresentação de várias canções para escolha
Teclado, violão, ganzá, afoxé, cítara, berimbau, pandeiro, pau de chuva, acordeom.
Escolha de Canções e Movimento Projetivo com Música
14
Estimular a memória, percepção e a autoexpressão
Atividade de discriminação auditiva com canções

Teclado, violão, ganzá, afoxé, cítara, berimbau, pandeiro, pau de chuva, acordeom.
Escuta perceptiva.

15
Estimular a percepção e memória
Reconhecimento de canções e cantores através de audição de gravações selecionadas
Teclado, ganzá, afoxé, cítara, pandeiro, pau de chuva.
Escuta perceptiva, Escolha de canções e Reminiscência Musical com canções.





[1] BARCELLOS, 1999, p. 15-23.
[2] BRUSCIA, 2000, p. 131.
[3] Ibidem, p. 130, 131, 133.
[4] Ibidem, p. 132, 133.

A tabela completa encontra-se na minha monografia (link abaixo)

Relatório Evolutivo ou Progressivo

Um relatório evolutivo deve conter dados além da simples descrição. Itens como:
  • Condições sócio afetivas (agressividade)
  • Condições motoras
  • Condições e reações psicomotoras (hipo ou hiper atividade, estereotipias)
  • Interesses especiais
  • Criatividade
  • Efeitos da atividade (BARCELLOS, 1999)
Outros itens que o musicoterapeuta considerar importante podem ser acrescentados. Sempre que possível e necessário, deve-se anexar a partitura contendo a produção musical do paciente. Você poderá para isso, utilizar os diversos softwares disponíveis (veja aqui uma opção gratuita). 

É isso amigos, bom trabalho a todos!


Referências:

BARCELLOS, Lia Rejane. Cadernos de Musicoterapia 4.  Rio de Janeiro: Enelivros, 1999.

BRUSCIA, K. Definindo Musicoterapia. São Paulo: Enelivros, 2000.
___________. Improvisational Models of Music Therapy. 1987
NOGUEIRA, Flávia B. MUSICOTERAPIA E GERONTOLOGIA:Estimulação da eficácia cognitiva em idosos institucionalizados. Trabalho de conclusão de curso. São Paulo: Faculdade Paulista de Artes, 2010.





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

XI Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia





Estamos nos aproximando do XI Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia (ENPEMT), que ocorrerá na cidade de Belo Horizonte, MG nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2011. O ENPEMT é um evento anual sediado por associações de musicoterapia e/ou curso de formação de musicoterapeutas que visa congregar pesquisadores musicoterapeutas e de áreas afins para intercambiar informações e discutir os rumos e perspectivas da pesquisa em Musicoterapia no Brasil.

O I ENPEMT foi realizado na cidade de Porto Alegre em 2000, por ocasião do X Simpósio Brasileiro de Musicoterapia, sendo sediado pela Associação Gaúcha de Musicoterapia. A cada ano uma associação de musicoterapia (filiada à União Brasileira de Associações de Musicoterapia). e/ou curso de formação de musicoterapeutas se propõe a organizar o evento e, deste modo, há uma mobilidade de localização e data do encontro.

Objetivos do evento:

- Favorecer o encontro de musicoterapeutas pesquisadores, e de pesquisadores de outras áreas com interesse na relação Música e Saúde, a fim de promover intercâmbio e colaboração institucional;
- Fomentar a produção científica na área de Musicoterapia;
- Propiciar espaço para o debate e para a elaboração de propostas de ações relacionadas ao fomento à pesquisa, à relação da pesquisa com a formação em Musicoterapia e com a Prática Clínica e a outros temas relevantes.

Público-alvo

Estudantes, profissionais e pesquisadores em Musicoterapia e áreas afins.

Confira a Programação

Dia 28 de outubro – sexta feira

18h00 – Abertura

Prof. Dr. Mauricio Freire Garcia – Diretor da Escola de Música da UFMG

Prof. Dr. Renato de Lima Santos – Pró-Reitor de Pesquisa da UFMG
Profa. Dra. Antonia Vitória Soares Aranha – Pró-Reitora de Graduação da UFMG
Prof. Dr. Maurício Alves Loureiro - Instituo de Estudos Avançados Transdisciplianres da UFMG

19h30 – Apresentação Musical

Dia 29 de outubro – sábado

09h00 – Mesa Redonda: Pesquisa e Prática Clínica
Coordenação: Prof. Ms. Renato Tocantins Sampaio (EM-UFMG)
A Validação de Testes e seus Usos na Prática Clínica
Prof. Dr. Cristiano Mauro de Assis Gomes (FAFICH-UFMG)
A Pesquisa em Musicoterapia nas Neuropatias Ópticas
Profa. Dra. Cybelle Maria Veiga Loureiro (EM-UFMG)

Musicoterapia e Aleitamento Materno

Profa. Ms. Martha Negreiros Sampaio Vianna (UFRJ)

11h30 – Palestra

A necessidade da pesquisa clínica numa nova área de atuação: a musicoterapia na sala de diálise com crianças e adolescentes

Profa. Dra. Lia Rejane Mendes Barcellos (CBM-CEU)

12h30 – Intervalo para almoço

14h00 – Grupos de Trabalho
GT1 – Pesquisa e Políticas Públicas de Atendimento (SUS/SUAS)
Coordenação: Prof. Ms. Laize Guazina (FAP) (a confirmar)
GT2 – Regulamentação da Carreira de Musicoterapeuta
Coordenação: Prof. Ms. Lilian Coelho (FPA)

GT3 - Desenhos metodológicos das pesquisas dos musicoterapeutas brasileiros em programas de pós-graduação stricto sensu

Coordenação: Profa. Dra. Claudia Regina de Oliveria Zanini (UFG) e Profa. Ms. Clara Márcia Piazzetta (FAP)

16h00 – Intervalo Musical / Coffee-break

16h30 – Sessão de Painéis

18h30 – Encerramento do dia


Dia 30 de outubro – domingo


09h00 – Mesa Redonda: Pesquisa e Formação em Musicoterapia
Coordenação: Prof. Dra. Lia Rejane Barcellos (CBM-CEU)
A Pesquisa em Musicoterapia na Graduação
Profa. Dra. Cybelle Maria Veiga Loureiro (EM-UFMG) e Prof. Ms. Renato Tocantins Sampaio (EM-UFMG)
A Pesquisa em Musicoterapia na Pós-Graduação Stricto Sensu

Profa. Dra. Cláudia Regina de Oliveira Zanini (UFG)
A Construção da Escuta Musicoterapêutica
Profa. Ms. Lilian Monaro Engelman Coelho (FPA)

11h30 – Comunicação de Trabalhos

12h30 – Intervalo para Almoço

14h00 – Apresentação dos Relatórios dos Grupos de Trabalho

14h30 – Videoconferência – Financiamento de Pesquisa em Música – Prof. Dr. Fernando Henrique de Oliveira Iazzetta (USP)

15h15 – Intervalo Musical / Coffee-break

15h30 – Mesa Redonda: Pesquisa Qualitativa em Música e Musicoterapia
Coordenação: Esp. Ana Cristina Parente Sampaio
Estudo sobre Musicianchip e Musicalidade Clínica

Prof. Ms. Clara Piazzetta (FAP)
Etnomusicologia e Musicoterapia
Prof. Ms. Leonardo Mendes Cunha (UFBA)

17h00 – Encerramento

17h15 – Apresentação Musical


Local do evento e contato: 


Escola de Música – Universidade Federal de Minas Gerais (Campus Pampulha) 

Av. Antonio Carlos 6.627, Belo Horizonte – MG, Cep: 31270-901 

Fone: (31) 3409.4700 

Informações gerais: 11enpemt@gmail.com

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Jogos-Teste Musicais



Dando continuidade a série de jogos musicais, apresentamos  hoje os Jogos-Teste Musicais, baseados no livro 100 Jogos Musicais - Coleção Práticas Pedagógicas.

Pertencente ao grupo de desenvolvimento das aptidões pessoais, os Jogos-Teste Musicais oferecem inúmeras possibilidades, e devido a  sua característica competitiva, são bastante apreciados pelos adolescentes.

Este grupo de jogos podem ser utilizados com o objetivo de chamar a atenção do grupo para um determinado assunto e ainda servir de introdução para projetos educativos ou processos terapêuticos.

Em geral, os jogos teste podem se distinguir em três modalidades:

  • Jogos baseados na escuta: inclui reconhecimento de fragmentos de músicas ou de sons diversos;
  • Jogos-Teste de provas: distribui-se instruções bem definidas aos participantes;
  • Jogos questionário: forma mais simples dos jogos. Consiste na apresentação e questões aos participantes.
A realização de alguns jogos requer a preparação de materiais como Cds com gravações diversas, sejam de trechos musicais selecionados ou sons diversos.

Atividades

1. Jogos-teste baseados na escuta - Grave diversos trechos de canções conhecidas . Você pode gravar a música inteira e colocar apenas trechos para audição.
Algumas perguntas poderão ser feitas a partir das audições:

  • Que música é esta?
  • Quem está cantando?
  • Qual instrumento está sendo executado?
  • Qual o nome do grupo?
E assim por diante. O critério utilizado para  a seleção das músicas e as perguntas deverão ser de acordo com o público e objetivos. Para garantir a motivação do grupo, o jogo deverá ter regras pré estabelecidas como ordem e tempo para as respostas e pontuação.  

Variação: Apresente sons diversos para discriminação. As respostas poderão ser escritas. Ao final somam-se os acertos.

2. Jogo-Teste por Provas - As provas podem ser individuais ou  subdividindo o grupo em 3 ou 4 participantes. As provas podem ser previamente fixadas e depois executadas individualmente ou por um membro do grupo. As provas poderão estar escritas em cartões ou pedaços de papel.

Sugestões de provas:
1. Bater com as mãos o ritmo de uma canção conhecida;
2. Imitar um maestro;
3. Imitar um animal ou um instrumento;
4. Dizer quantos e quais sons foram ouvidos num espaço de tempo pré estabelecido (40 segundos). Use o cd com sons.
5. Dar rapidamente o nome de 5 canções conhecidas;
6. Vocalizar um som pelo máximo de tempo possível.

E quantas provas mais puder pensar. A maneira de aplicação das provas fica a critério do mediador.

A partir destes exemplos, extraídos do livro 100 Jogos Musicais, o professor ou terapeuta poderá elaborar muitos outros. Apesar de parecerem simples, esta categoria de jogos poderá se mostrar importante para o trabalho de motivação do grupo. Cabe lembrar que a escolha e elaboração dos jogos deverá ser baseada em objetivos claros e fundamentados e não como um simples "passatempo".

Baixe aqui Cd com sons diversos.

Bom trabalho!




sábado, 15 de outubro de 2011

II Congresso Brasileiro de Cuidados Paliativos



II Congresso Brasileiro de Cuidados Paliativos da Casa do Cuidar - A Ética do Cuidar


Celebrando o primeiro ano da aprovação do Novo Código de Ética Médica.

Dentre todas as conquistas brasileiras sobre os Cuidados Paliativos, há de se reconhecer que a presença no texto do Código de Ética Médica trouxe uma nova perspectiva para o futuro dessa área do conhecimento da saúde no Brasil. Com diversas conquistas a seguir, vamos caminhando passo a passo rumo ao trabalho de excelência em nosso país sobre este raro campo de conhecimento.




Programação
Não perca a oportunidade de participar deste grande evento, com convidados renomados na área.

Obs.: As pré-inscrições serão aceitas até o dia 25/10/11. A partir desta data, as inscrições serão feitas no dia e local do evento,se houver vaga.

PÚBLICO ALVO
Profissionais da área da saúde em geral.
Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas,gestores de saúde, capelões hospitalares, fonoaudiólogos,terapeutas ocupacionais, jornalistas, acadêmicos e voluntários, entre outros profissionais de saúde.
LOCAL DO EVENTO:
CIEE - Centro de Integração Empresa-Escola.
Rua Tabapua, 445/540 - Itaim Bibi

Inscrições aqui

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

I Colóquio Internacional Humanidades e Humanização em Saúde





A temática da humanização tem se apresentando de forma cada vez mais candente no universo das práticas e dos fundamentos teóricos na área da saúde, suscitando reflexões, projetos, propostas, culminando inclusive em programas e políticas de humanização de âmbito governamental.

Procurando investigar os fundamentos teóricos desta temática, assim como avaliar a eficácia de uma proposta de humanização na saúde através da experiência das humanidades, concebeu-se o projeto de pesquisa “As Patologias da Modernidade e os Remédios das Humanidades: investigação e experimentação”, que vem sendo financiado pela FAPESP desde 2010.

Suscitando dezenas de outros projetos vinculados e permitindo o desenvolvimento de uma rede internacional de investigação, tal estudo vem possibilitando da configuração de uma verdadeira linha de pesquisa sobre o tema, com diversos desdobramentos, sendo o presente evento um destes.

O I Colóquio Internacional Humanidades e Humanização em Saúde tem como objetivo consolidar os desdobramentos que a pesquisa sobre o tema vem promovendo, assim como possibilitar uma ampliação dessa discussão, apontando para a necessidade de uma discussão mais profunda do ponto de vista teórico e para a divulgação de novas perspectivas de humanização em saúde através da experiência com as humanidades.

Público Alvo: Professores Universitários, Pesquisadores e Profissionais da área da saúde envolvidos com a temática da Humanização; Alunos de Pós-Graduação e Graduação nas áreas da saúde, ciências humanas e humanidades.


Coordenação Científica:
Prof. Dr. Dante Marcello Claramonte Gallian

Comissão Científica: 
Dante Marcello Claramonte Gallian (UNIFESP)
Rafael Ruiz (UNIFESP)
Luiz Felipe Ponde (PUCSP)

Coordenação Técnica:
Jacqueline Sakamoto (UNIFESP)

Comissão Técnica:
Jacqueline Sakamoto (UNIFESP)
Marcelo Guimarães (UNIFESP)
Yuri Bittar (UNIFESP)

Informações e dúvidas:
envie email para bittar@unifesp.br

Apoio:
FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

Fap - Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Musicoterapia e Depressão - Benefícios Comprovados




 A Revista Psique deste mês cita um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Jyväskylä ( Finlândia), o qual demonstrou que a associação de Musicoterapia a tratamentos padrões em pacientes deprimidos pode auxiliar mais do que própria medicação.

A equipe de pesquisa, liderada pelo professor Jaakko Erkkilä (Universidade de Jyväskylä) e Professor Christian  Gold (GAMUT, Uni Saúde), recrutou 79 pessoas com idades entre 18 e 50 anos que tinham sido diagnosticados com depressão. 

Professor Musicoterapeuta Jaakko Erkkilä
Para 33 dos participantes, foram oferecidas 20 sessões de musicoterapia, além de seu tratamento habitual para a depressão. Na Finlândia, o tratamento padrão para a depressão inclui medicamentos (antidepressivos), 5-6 sessões de psicoterapia individual e aconselhamento psiquiátrico. Os outros 46 participantes apenas receberam o tratamento padrão, e agiu como grupo de controle.

O processo musicoterapêutico consistiu de 2 sessões semanais com  duração de 60 minutos cada e contou com Musicoterapeutas treinados.

Em média, foram 18 sessões de musicoterapia para cada participante - 29 (88%) compareceram a pelo menos em 15 sessões. Os participantes em ambos os grupos foram acompanhados durante 3 meses e 6 meses e avaliados quanto a sintomas de depressão e ansiedade.

Os pesquisadores descobriram que, depois de três meses, os participantes tratados com musicoterapia demostraram uma melhoria superior do que aqueles que receberam o tratamento padrão apenas. Eles tinham significativamente menos sintomas de depressão e ansiedade.

O professor Gold diz: "Nosso estudo mostrou que a musicoterapia, quando adicionado ao tratamento padrão, incluindo medicamentos, psicoterapia e aconselhamento, ajuda as pessoas a melhorar os seus níveis de depressão e ansiedade. Musicoterapia tem qualidades específicas que permitem às pessoas expressarem-se e interagir de uma forma não-verbal - mesmo em situações em que eles não conseguem encontrar palavras para descrever suas experiências interiores.

Referências:

Música como Caminho. Revista Ciência e Vida: Psiquê. São Paulo: Editora Escala, Ano VI. n. 69. p. 16, 2011.

Jaakko Erkkilä, Marko Punkanen, Jörg Fachner, Esa Ala-Ruona, Inga Pöntiö, Mari Tervaniemi, Mauno Vanhala, Christian Gold. Individual music therapy for depression: randomised controlled trial. British Journal of Psychiatry, 2011.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Homenagem aos Idosos



Aproveitando a comemoração do Dia do Idoso, festejado no último sábado, a postagem de hoje presta uma homenagem ao idoso brasileiro.

A Data

O Dia do Idoso é comemorado no Brasil no dia 1º de Outubro e tem como objetivo a valorização do idoso.

Até o ano de 2006, esta data era celebrada no dia 27 de Setembro, porém, em razão da criação do estatuto do idoso em 1º de Outubro, o dia do idoso foi transferido para esta data de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.

Segundo o Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20 milhões de idosos, o que corresponde a aproximadamente 10% da população do país. A maioria (6,5 milhões) tem entre 60 e 64 anos. Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com maior número de idosos. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o Brasil terá, em 2050, 22,5% da população com mais de 65 anos.


Idosos e a Música

Em diversas postagens, abordei os efeitos e benefícios da música para o público idoso. Hoje, compartilho uma matéria publicada pelo jornal Gazeta do Povo, a qual relata o lindo trabalho da musicoterapeuta Claudimara Zanchetta com idosos moradores de uma instituição:


Claudimara e os Velhos Guris


Eles não querem choro nem vela

O Recanto do Tarumã existe há 90 anos e abriga 105 idosos. Em 2003, durante testes musicais para formar uma bandinha de vanerão, Claudimara Zanchetta encontrou ali a fina-flor da boemia e do samba. Em dois meses, lançam segundo CD.
Veja aqui a matéria na íntegra.


Para finalizar, deixo a letra e o vídeo da música Envelhecer, do Arnaldo Antunes:

Envelhecer
Arnaldo Antunes


A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer

Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá

Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr








Referências:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-10-01/no-dia-do-idoso-pais-tem-pouco-comemorar

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Idoso

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