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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Musicoterapia Em Uma Instituição De Longa Permanência Para Idosos: Relato De Experiência


Trabalho apresentado na 6ª edição do ENAGE



MUSICOTERAPIA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Flávia Barros Nogueira

Grupo Vida Brasil

INTRODUÇÃO: O aumento da longevidade é um fenômeno mundial. Entretanto, ainda que seja uma aspiração humana natural, representa um dos maiores desafios da sociedade contemporânea. Uma das consequências de tal fenômeno é o crescente número de idosos institucionalizados.  Embora o estatuto do idoso priorize o atendimento domiciliar, a institucionalização é muitas vezes inevitável, cabendo aos profissionais da saúde, desenvolver e encontrar meios para que o idoso residente em uma ILP tenha uma vida ativa e com qualidade. Como forma terapêutica eficaz, a musicoterapia exerce uma forte identificação com indivíduos idosos já que sua principal ferramenta, a Música, promove o resgate da identidade pessoal e história de vida. Em uma ILP, a musicoterapia envolve os idosos através do prazer da realização musical e representa um elemento motivador importante.
OBJETIVO: Apresentar, através de um relato de experiência em uma ILP pública, os benefícios de um processo musicoterapêutico.
MÉTODO: Pesquisa qualitativa apresentada como relato de experiência. As sessões de musicoterapia ocorrem uma vez por semana com atendimentos individuais para os idosos com maior dependência e em grupos abertos para os idosos mais independentes.
RESULTADOS: Desde os primeiros atendimentos, em março de 2010, os idosos demonstraram bastante entusiasmo e disposição em participar das sessões de musicoterapia. Entre as atividades propostas, o ensaio de canções é a preferida. A escolha do repertório, formado principalmente de canções sertanejas, é geralmente realizada pelos idosos e já resultou em diversas apresentações, tanto para o público interno como externo. Ainda que nenhum dos idosos possua formação musical, nas sessões, além de cantar, todos tocam diversos instrumentos musicais.
CONCLUSÃO: A experiência relatada demonstra que o processo musicoterapêutico em uma ILP representa uma intervenção importante e eficaz, atuando na melhoria das funções cognitivas, aquisição de novas habilidades, melhora nos processos sociais e afetivos, além de atuar como agente motivador. Além disso, as diversas apresentações despertam sentimentos como responsabilidade e compromisso, envolvendo o idoso no planejamento de projetos.


O ENAGE 2011 foi realizado na semana de 8 a 12 de agosto, e teve como tema "Fortalecendo a Rede de Saúde no Cuidado ao Idoso". O evento contemplou a IV Jornada de Enfermagem, VI Jornada de Odontologia, V Encontro de Assistentes Sociais, III Encontro de Psicologia, e V Simpósio de Geriatria e Gerontologia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Competências do Musicoterapeuta - Área Clínica




Na postagem de hoje, continuaremos discutindo as competências do profissional musicoterapeuta, destacando a área clínica.

Segundo a Associação Americana de Musicoterapia, na área clínica, o musicoterapeuta deve possuir as seguintes competências:

  • Demonstrar conhecimentos básicos sobre as potencialidades, limitações e problemas de indivíduos excepcionais;
  • Demonstrar conhecimentos básicos sobre as causas e sintomas das principais excepcionalidades, assim como a terminologia básica utilizada no diagnóstico e classificação;
  • Demonstrar conhecimento dos sistemas humanos e seu desenvolvimento (anatômicos, fisiológicos, psicológicos, sociais).

Princípios da Terapia

  • Demonstrar conhecimentos básicos sobre a dinâmica e os processos de uma relação terapeuta-cliente;
  • Demonstrar conhecimentos básicos sobre a dinâmica e os processos de grupos de terapia;
  • Demonstrar conhecimento básico de métodos aceitos das principais abordagens terapêuticas. 

A relação terapêutica

  • Reconhecer o impacto de seus próprios sentimentos, atitudes e ações no cliente e no processo de terapia;
  • Estabelecer e manter relações interpessoais com os clientes que são favoráveis ​​à terapia;
  • Utilizar-se efetivamente da terapia individual e terapia de grupo, como autenticidade e empatia, para que alcance resultados comportamentais desejados;
  • Utilizar-se da dinâmica de grupos e processos para alcançar objetivos terapêuticos;
  • Demonstrar consciência da herança cultural e sócio-econômica e como estes influenciam a percepção do processo terapêutico.

Entendo que as várias competências esperadas de um musicoterapeuta citadas pela associação americana de musicoterapia, são resultado de uma formação acadêmica que contemple  disciplinas como anatomia, fisiologia, neurologia, psicologia (geral, da personalidade, do excepcional), psicopatologia, psiquiatria, antropologia e até farmacologia, entre outras. Tais disciplinas oferecem ao musicoterapeuta noções gerais sobre as diversas problemáticas dos clientes atendidos e os meios de superá-las. 

Além disso, as horas de estágio em diferentes instituições e áreas de atendimento, proporcionam uma experiência supervisionada, para que o profissional formado tenha capacidade de enfrentar os desafios da profissão.


Continue acompanhando a série. Você também pode colaborar deixando seu comentário, opinião, crítica e sugestão. Este espaço pretende discutir assuntos que colaborem com o enriquecimento da musicoterapia, participe!


Referências

Associação Americana de Musicoterapia:  http://www.musictherapy.org/about/competencies/

domingo, 7 de agosto de 2011

Jogos Musicais - Escuta





A postagem de hoje inaugura uma série que abordará atividades e jogos musicais baseados no livro 100 Jogos Musicais - Coleção Práticas Pedagógicas. 


Os jogos sugeridos no livro são destinados a grupos de qualquer  faixa etária e dividem-se em 3 grandes grupos:

  • Jogos de desenvolvimento das aptidões pessoais;
  • Jogos de desenvolvimento da sociabilidade;
  • Jogos de desenvolvimento do espírito criativo.
Cada grupo descrito acima, é ainda subdividido em vários subgrupos.

Iniciaremos nossa série de atividades com os jogos de escuta, primeira subdivisão dos jogos de desenvolvimento das aptidões pessoais.

Os jogos de escuta baseiam-se na escuta orientada e seletiva, e requerem do participante, concentração sobre os sons de  forma atenta e consciente. Através da escuta atenta, diferentes sons e na reação que sucinta.

Apesar de serem jogos relativamente fáceis, alguns participantes podem apresentar dificuldades de concentração. Nesse caso, recomenda-se investir nos jogos de escuta antes de passar aos jogos de concentração.

Utilizados em especial por educadores, as atividades musicais também podem ser usadas no setting musicoterapêutico, e se realizados com seriedade e foco terapêutico, podem contribuir de maneira positiva no processo.



Atividades
Jogo de despistagem: Com o  grupo sentado em círculo, distribui-se um instrumento diferente para cada um.  Um participante escolhido senta-se no centro da roda com os olhos vendados. O mediador (educador/musicoterapeuta) escolhe um instrumento, por exemplo o bongô, e ao seu comando, todos tocam seus instrumentos. Escutando atentamente, o participante com os olhos vendados terá que descobrir onde se encontra o instrumento designado e tentar se apoderar dele. Quando o conseguir, os participantes trocam de lugar.
Importante: Deve-se ter certeza que todos os participantes conheçam o nome de todos os instrumentos.
Variação: A atividade pode ser realizada sem os instrumentos, utilizando-se apenas de sons vocais e corporais.

Jogo de memória auditiva: Os participantes dispõem-se a vontade, deitados ou sentados, com os olhos vendados. Por cerca de seis minutos, o educador/musicoterapeuta utiliza-se de objetos do meio para produzir sons diversos fazendo pequenas pausas entre cada som. No final, cada um deve relatar os sons ouvidos e reproduzi-los, preferencialmente, na mesma ordem em que foram ouvidos.
Variação: Ao final, no lugar de apenas relatar, os participantes podem registrar graficamente os sons, para depois comparar os resultados.

Reconhecimento de canção: Escolhe-se uma canção bem conhecida pelo grupo e entoa-se apenas o ritmo de toda a música. A canção deverá ser reconhecida. Caso ninguém consiga descobrir, o dirigente pode dar pequenas dicas, como o intervalo inicial ou um pequeno trecho da melodia.

É isso amigos. As atividades podem ser realizadas por diversas faixas etárias, assim como pequenos e grandes grupos. Adaptações e mudanças devem ser realizadas de acordo com o objetivo e perfil dos participantes.
Continue acompanhando o blog que logo postarei mais atividades.

Participe com comentários e sugestões!

Bom trabalho!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Congresso Mundial de Musicoterapia 2011





Para os brasileiros que não puderam participar do  XIII Congresso Mundial de Musicoterapia que ocorreu em Seul, Coréia do Sul, em julho, coloco o vídeo com trechos do evento.

Vale a pena assistir, a edição está boa e as imagens são bem bonitas.



Vídeo de divulgação:



É isso, foi só pra dar um gostinho. Infelizmente a maioria dos brasileiros não pôde estar presente neste belo evento, aliás, somente um brasileiro (o Mt Gustavo Gattino) participou e nos representou.

Continue acompanhando o blog. Ainda nesta semana teremos nova postagem.

Aproveite para votar na enquete e deixar seu comentário.

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