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quarta-feira, 30 de março de 2011

Inspirados por Bach




"Um herege talvez se convertesse ouvindo Bach, porque Bach é Bach, como disse Beethoven, e eu vos diria como Deus é Deus" (BERLIOZ).


Neste mês de março comemora-se o aniversário de um dos maiores gênios da música: Johann Sebastian Bach.

Nascido em março de 1685 na Alemanha, Bach é considerado o ultimo barroco, mas apesar de representar o esgotamento de um período, Bach consegue ser original e único. Suas composições atingiram um grau tão elevado de sofisticação, técnica e beleza, que inspiraram todos àqueles que vieram após ele, e apesar de passado mais de 300 anos de sua morte, continuam  fontes de inspiração para a música atual,  da música erudita ao rock e jazz.

Bach produziu, ao longo de sua vida (faleceu em 1750 aos 65 anos) um vasto repertório, de peças solo para instrumentos, como cravo e alaúde, até grandes oratórios e missas. É difícil contabilizar a extensão exata de sua obra, mas estima-se mais de mil composições.


No post de hoje, falaremos acerca de um projeto realizado em 1997 com a participação do violoncelista Yo Yo Ma, inspirado nas belíssimas suítes para violoncelo de Bach.

Nesse projeto, cada suíte inspirou  uma produção artística original. O resultado do projeto gerou seis filmes de aproximadamente 1 hora de duração, cada um dirigido por um diretor diferente.

Confira uma pequena sinopse de cada filme:

  • “O Jardim Musical” - Dirigido por Kevin McMahon, Yo Yo Ma e a paisagista Julie Moir Messervy “viajam” entre Boston e Toronto tentando criar um jardim inspirado na suíte no. 1; 
  • “O Som dos Cárceres” - Direção de François Girard. Calcado na suíte no. 2, recursos de tecnologia virtual colocam Ma tocando num dos cárceres imaginados pelo arquiteto italiano Giambattista Piranesi, contemporâneo de Bach; 
  • “Rolando escada abaixo”- Dirigido por Barbara Willis Sweete , este filme registra o longo ano de trabalho do violoncelista Yo-Yo Ma com o coreógrafo Mark Morris e os 14 membros do Mark Morris Dance Group, que culmina numa performance espetacular, concebida especialmente para a Suíte n° 3; 
  • “Sarabanda”- do diretor Atom Egoyan. Personagens e elementos distintos se misturam nesta criação ficcional de Atom para dramatizar a 'Suíte n° 4;
  • “Lutando por Esperança”- dirigido por Niv Fichmano, ator de kabuki Tamasaburo Bando dança a quinta suíte numa interpretação magistral; 
  • “Seis Gestos”- o casal premiado de patinação no gelo J. Torvill e D. Dean dança a sexta suíte sob a direção de Patricia Rozema.

Assista pequenos trechos de 5 dos seis  filmes produzidos:

O Jardim Musical


O Som dos Cárceres


Rolando Escada Abaixo


Lutando por Esperança


Seis Gestos




Recomendo a todos a audição  das suítes completas. São realmente belíssimas!

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Música em Musicoterapia




A concepção de música em musicoterapia aparece muitas vezes distorcida e estereotipada, confundida com processos educacionais, lúdicos e recreativos.

 Apesar de a música ser usada com objetivos terapêuticos por diversos profissionais, como psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais e etc., a musicoterapia é algo bem mais amplo e complexo. Seu ponto de partida é o som e/ou a música, necessitando portanto, de um setting específico - o Setting Musicoterápico, do qual faz parte o musicoterapeuta com formação específica na área. Este, para interagir com o paciente, utiliza de instrumental (teórico e prático) apropriado.

A música possui suas teorias que não são as mesmas da Musicoterapia: Música e Musicoterapia pertencem a domínios diferentes que se cruzam e interconectam. 

Alguns instrumentos usados no setting
No setting musicoterapêutico, a música encontra-se em território aberto e flexível, entre a significação e o sentido. Encontrar sempre uma significação para a música nem sempre é possível. Partindo da significação chegamos na linguagem e seus signos de comunicação. Ora, se nem sempre há uma significação não poderíamos conceber a música sempre como uma linguagem, já que ela não se encontra presa a um regime significante de signos. 


Devido às características de flexibilidade, de instabilidade e falibilidade; nem sempre significando ou comunicando, podendo ou não agregar sentidos, despertando ou não emoções, de que forma a música é utilizada como terapia?

Pode-se, em primeiro lugar, ressaltar a importância da música enquanto meio de transpor as possíveis barreiras construídas pelo consciente e pela linguagem verbal. A "máquina" musical, através de suas dinâmicas, pode vir a funcionar como facilitadora, possibilitando a criação de diversas dinâmicas através das forças existentes dentro da música, criando relações entre “música-tempo, música-movimento, música-intensidade, música-força, música-estados diferenciados, música-afeto, música-vida”.

 Isto se constitui num fator essencial  para a prática musicoterapêutica no que tange a construção e desconstrução de espaços e relações dentro do setting, possibilitando a compreensão, expansão e qualidade das relações.


Referência

SÁ, Leomara Craveiro. A teia do tempo e o autista – Música e Musicoterapia. “Traçando uma escapada”, Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2003.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Jogos Musicais


A música é considerada fator importante na formação humana, facilitando a comunicação, expressão e inter-relação entre os processos afetivos, cognitivos e fisiológicos.
Segundo Hans-Joachim Koellreutter (1998), educador musical e conceituado compositor alemão naturalizado brasileiro, a música é um meio de desenvolver faculdades para o exercício de qualquer atividade. De acordo com suas palavras, a música trabalha a concentração, a autodisciplina, a capacidade analítica, o desembaraço, a autoconfiança, a criatividade, o senso crítico, a memória, a sensibilidade e os valores qualitativos.

Os Jogos

O uso de jogos musicais vão além do aprendizado em si e envolvem aspectos importantes para o desenvolvimento humano.

Jogar é reagir a uma determinada situação, nela se empenhando totalmente, é ao mesmo tempo, pensar, sentir, agir. É exatamente essa capacidade de aliar mecanismos intelectuais, emocionais e motores o que caracteriza o jogo e o torna um importante objeto de estímulo cognitivo, mas também, de prazer e diversão.


Nas figuras abaixo, disponibilizo cartelas com um jogo simples: Jogo da memória
O professor deve aproveitar as cartelas  para ampliar os conhecimentos dos alunos sobre os instrumentos, por exemplo:
  • Ensinar a classificação dos instrumentos. Nas cartelas disponibilizadas, veremos apenas instrumentos de percussão, mas o professor pode classificá-las (ex. idiofones, membrafones);
  • Trabalhar a escuta, ouvindo o som de cada instrumento antes ou depois de jogar;
  • Mostrar músicas que contenham os instrumentos das cartelas.

Embora o uso dessas atividades sejam voltados para a educação musical, em terapia os jogos também podem ser aplicados, desde que dentro de um processo terapêutico estruturado e com objetivos claros, e não meramente para preencher o tempo e entreter o cliente/paciente.









Dê dois cliques na imagem e imprima. Depois recorte e comece a jogar!
Para que as cartas tenham mais durabilidade, cole em uma cartolina e passe fita adesiva ou papel contact transparente.
Se quiser, faça download das cartelas aqui.

Bom jogo!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Musicoterapia e Idosos Institucionalizados




Vivemos atualmente uma realidade almejada pela grande maioria das pessoas:  vida longa.

 A conquista da longevidade é reflexo dos avanços da medicina, da melhoria da qualidade de vida e queda das taxas de mortalidade e fecundidade. Assim, as estatísticas prevêem em um futuro próximo, uma relativa diminuição da população jovem e aumento da longevidade, contribuindo para um crescente aumento da população idosa.

Porém, com o ritmo acelerado de tal fenômeno, a sociedade ainda não encontra-se satisfatoriamente preparada.
A começar pelo núcleo familiar. O estatuto do idoso visa a  "priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência (Lei 10.741, 10/2003).

 Portanto, segundo o estatuto, o idoso deve ser atendido por sua própria família, e a institucionalização evitada na medida do possível. Muitas vezes, porém, as famílias não dispõem de condições suficientes para disponibilizar uma atenção efetiva e satisfatória, ou o histórico familiar não proporcionou a criação de laços afetivos fortes que justifiquem ao indivíduo assumir o cuidado de seu parente idoso, ou ainda, o núcleo familiar é inexistente.

O asilamento do idoso, embora cada vez mais frequente, ainda é visto com muitas ressalvas. Imagina-se um lugar deprimente, onde pessoas são abandonadas e esquecidas. Apesar dessa ser uma infeliz realidade em muitas instituições pelo Brasil, esse estereótipo não deve ser generalizado e tomado como realidade. As boas instituições (e claro, que podem contar com recursos adequados) contam com equipes preparadas e ambientes adaptados.

A musicoterapia na instituição

Vemos abaixo, um texto retirado do site do Grupo Vida Brasil, uma instituição civil sem fins lucrativos que tem como missão “promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania do idoso, valorizando o envelhecimento e a qualidade de vida”. Fundado em 1997, o Grupo Vida presta serviços gratuitos às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Localizada em Barueri, SP, a entidade tem atuação nacional.

Música e alegria para os idosos no atendimento de Musicoterapia


Atendimento de musicoterapia realizado pela musicoterapeuta Flávia Nogueira


"Os idosos moradores da unidade Residência do Grupo Vida – Brasil agora também participam de atividades de Musicoterapia.

Desenvolvido por uma musicoterapeuta, o novo projeto oferece atendimentos em grupo e em duplas, utilizando instrumentos como pandeiro, afoxé, chocalhos, violão, cítara, bongô, cuíca e kalimba, e músicas e canções sugeridas pelos próprios idosos. O atendimento visa favorecer a exteriorização das potencialidades, proporcionar a expressão de emoções e promover o desenvolvimento da criatividade, ampliando perspectivas de vida através do fortalecimento da autoestima e das conexões cerebrais. Por meio da música, são estimulados os sentidos (audição e tato) e a linguagem, além de evocar memórias e histórias dos participantes.

O grupo de Musicoterapia está tão interessado que já ensaia apresentações para animar os eventos e festas da Residência."


A instituição não precisa ser um local de tristeza e melancolia. Os  idosos do Grupo Vida provam que morar em uma instituição pode ser uma experiência muito rica,  de trocas, amizades, aprendizados e projetos para o futuro. A instituição não é o fim, mas uma  porta que se abre com novas oportunidades.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dom Musical

Mozart, considerado o maior gênio da música


Em nossa cultura remota, é comum comparar o cérebro humano com uma máquina. Assim, fica a cargo da complexa máquina neural o processamento lógico e racional. 

Por outro lado, questões subjetivas como emoção e criatividade ficam armazenadas (no imaginário das pessoas) em um lugar desconhecido, reservado a pessoas especiais possuidoras de um “dom” exclusivo. 

Predomina no senso comum a visão de que o artista é um ser que foi escolhido por uma entidade divina para receber um dom especial, que o distingue do restante dos seres humanos. Idéias como destino, talento inato, predestinação, ligadas a teorias religiosas e à ideologia veiculada pelos meios de comunicação em massa, contribuem para formar nas pessoas a concepção de que um músico, um pintor, um ator já nasceram para realizar aquela atividade e são pessoas “únicas” e “especiais”. 

Assim, acaba-se valorizando o artista e colocando-o em uma posição superior aos demais indivíduos, por realizar atividades tecnicamente difíceis, que proporcionam raro prazer estético ao espectador. Ao considerar execução artística possível somente por alguns “escolhidos”, termina-se, sob outro ângulo, por deslocar o músico, o pintor, o ator do mercado de trabalho “comum”, composto pelas profissões tradicionais, o que gera certa desvalorização do fazer artístico, identificando-o como uma atividade mais recreativa, pouco séria, que exige pouco esforço intelectual de seu praticante, que já teria nascido com habilidades inatas para aquela execução. Tal idéia neutraliza a realidade da formação artística, com as incontáveis horas de estudo e pesquisa às quais este profissional se sujeita. 

Ser músico, nesta visão, muitas vezes não acarreta em reconhecimento profissional. Ainda hoje vejo muitos pais que não aceitam com bom grado quando seus filhos escolhem serem Músicos, em detrimento a outras profissões “tradicionais”. 


A Ideologia do Dom 

A concepção de que pessoas nascem com "talentos" especiais é antiga. O filósofo Platão prega o inatismo, ou seja, as pessoas possuem "dons" inatos:  "há, diremos nós, mulheres que são naturalmente aptas para a medicina e para a música e outras que não o são" (PLATÃO, A REPÚBLICA).
A vinculação da idéia de que a habilidade musical possui um fator genético, prevendo que certos indivíduos nascem com habilidades especiais,  não possui comprovação científica, embora pesquisas sobre música e cérebro,  procuram identificar um gene musical, porém, ainda são inconclusivas.

Ao longo da história, vimos nascerem muitos autores e intérpretes geniais, tais como Mozart, que começou a compor aos 5 anos de idade, e intérpretes fora do comum, como a pequena japonesa Aimi Kobayashi (ver vídeo abaixo). Porém, afirmar a existência do dom, ou se tem ou não se tem, pode limitar e impedir que muitas pessoas possam usufruir de uma carreira artística, ou mesmo de simplesmente aprender um instrumento. Há pessoas que nem sequer tentam aprender música pois acreditam não possuir "Dom".

Em 2008 foi realizada uma pesquisa que analisou a trajetória de  oito músicos brasileiros de destaque: Almeida Prado, Carlos Gomes, Chico Buarque, João Bosco, Magdalena Tagliaferro, Milton Nascimento, Tom Jobim e Villa-Lobos, com o objetivo de comprovar ou refutar a concepção do dom musical inato.

A pesquisa concluiu que o ambiente cultural familiar é decisivo na  escolha e desempenho das carreiras artísticas bem sucedidas. Em algum momento, a música foi inserida no ambiente desses futuros músicos, chamando suas atenções e impulsionando suas carreiras. 

"As reflexões e análises efetuadas no trabalho contribuíram para um entendimento objetivo das condições culturais que dão impulso às carreiras artísticas de músicos populares e eruditos, descartando as hipóteses postuladas pela ideologia do dom e por possíveis teorias que prevejam genes de “predisposição” à música.
Assim, pôde ser notado o fato de que o ambiente cultural influi decisivamente na formação do indivíduo, que, ao ouvir música via discos, rádio ou por meio da interpretação das pessoas que compõem o círculo familiar (pais, irmãos, tios, babás, etc.), é inserido no universo musical, desenvolvendo sua cognição voltada à compreensão do fenômeno artístico, que pode ser, futuramente, tomado como linha diretriz de sua vida." (Parágrafos finais da pesquisa)

Portanto, a questão do dom musical ainda permanece aberta. De um lado a falta de fundamentação científica que comprove sua existência e pesquisas conclusivas que refutam o inatismo. Por outro lado, eventualmente nos deparamos com indivíduos dotados de habilidades tão fora do comum que só podemos chamá-los de gênios.

Veja a pianista japonesa Aimi Kobayashi aos 4 anos de idade:



E você caro leitor, o que pensa sobre o  Dom musical? Deixe sua opinião!



Referências

AMATO, Rita de Cássia Fucci. Capital Cultural versus Dom Inato: questionando sociologicamente a trajetória musical de compositores e intérpretes brasileiros. Opus, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 79-97, jun. 2008.








quarta-feira, 2 de março de 2011

Idoso e o Carnaval - Tempo de relembrar as antigas canções




É tempo de carnaval, e nesse período, as antigas canções, especialmente as Marchinhas de Carnaval, ressurgem e são cantadas nas festas, bailes e matinês por pessoas de todas as idades. Mas são aqueles que vivenciaram a época das marchinhas, os idosos, que as cantam com um significado especial. Seja cantando ou apenas ouvindo, eles não apenas se divertem, mas relembram a juventude e o vigor de um tempo que não volta mais.


A natureza dinâmica da Música

A música possui a capacidade de transcender o tempo, ultrapassa décadas e séculos, assim como as diferentes culturas e gerações inteiras. Onde quer que aja um povo, uma cultura, a música está presente,  nos rituais de passagem desde os de fecundidade e nascimento, aos rituais de cura e morte (Wisnik, 1989).

Nunca houve nem haverá um povo sem música. Refletir sobre o que é e o que significa a música, sua influência no ser humano é fato antigo, ao mesmo tempo atual e necessário para quem decide trabalhar nessa área.

No processo de envelhecimento, a música oferece sentido aos momentos e às épocas, promovendo a reflexão dos sentimentos  e sonorizando as realidades.

A musicoterapia na terceira idade, estimula, através do prazer de cantar, tocar um instrumento musical, improvisar, criar e recriar, o redescobrir das canções que fizeram parte dessa  longa jornada chamada vida.

Relembrar o passado, porém, não deve significar apenas vivenciar sentimentos de saudosismo e pesar. Embora muitos idosos apresentem uma fala melancólica, o musicoterapeuta utiliza-se da música em seu aspecto dinâmico. A música não é estática e presa a uma determinada época, antes, ela apresenta em sua natureza, a capacidade de movimento e renovação.

Assista um vídeo do Trio Irakitan  cantando "Touradas em Madri", Marchinha de 1938 (participação de Grande Otelo):



Não há como modificar o tempo, nem modificar o passado. Pode-se, porém, reorganizar o presente, fazer com que acontecimentos vividos sejam ressignificados e, assim, impulsionar ações futuras.
Da mesma maneira, não há como voltar no tempo e vivenciar uma situação novamente. Na música, como na vida, sempre existe a possibilidade da repetição, da releitura, de um novo arranjo. (NOGUEIRA E FLORENCIO, 2010)


Baixe aqui dezenas de Marchinhas de Carnaval.



Referências: 

NOGUEIRA, Flávia B. e FLORENCIO, Roberta S. B. Morte e Espiritualidade na Velhice. Anais do X Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia. Salvador, 2010. 


SOUZA, Márcia Godinho. Musicoterapia e a clínica do envelhecimento. In: Freitas V, et al. Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 


WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. 

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